ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

25 25UTC janeiro 25UTC 2009

AFRÂNIO PEIXOTO

Radialista Afrânio Peixoto morre aos 82 anos

Afrânio Peixoto nasceu em Fortaleza, no dia 5 de setembro de 1926. Começou sua carreira no rádio em 1949, quando foi redator e comentarista esportivo da Rádio Iracema. Em 1950, foi um dos fundadores e primeiro presidente da Associação Profissional da Crônica Desportiva do Ceará (Apcdec). Um ano depois, chefiou o departamento de esportes da Ceará Rádio Clube. Em 1956, participou da organização da Rádio Uirapuru de Fortaleza, onde chegou a ser diretor geral. Também foi presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert) de 1998 a 2000. Seu último trabalho foi no Grupo Cidade de Comunicação. O radialista estava escrevendo o livro ‘‘Os Meus Amigos’’, autobiografia que não pôde finalizar.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste Coluna Cidade (trecho) 24/01/2009

criado por francisco.djacyr    12:49 — Arquivado em: Sem categoria

14 14UTC dezembro 14UTC 2008

PROGRAMA MEMÓRIAS AOUVIR - NOSSO PROGRAMA DE RÁDIO

A ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO TEM SEU PROGRAMA DE RÁDIO - UM ESPAÇO PARA O OUVINTE FALAR E CONHECER SOBRE O RÁDIO ESTE MEIO DE COMUNICAÇÃO QUE FAZ HISTÓRIA

PROGRAMA MEMÓRIAS AOUVIR

    RÁDIO PARREÃO - TODOS OS SÁBADOS

    DAS 14 ÀS 16  HORAS - RÁDIO PARREÃO FM 92.1

se liga e participa tá???

criado por francisco.djacyr    20:09 — Arquivado em: Sem categoria

23 23UTC novembro 23UTC 2008

HÁ CRISE NO RÁDIO CEARENSE???????

 

MÍDIA RADIOFÔNICA
A quem lamentar pela crise?

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 18/11/2008

Não querendo ser alarmista nem fazendo parte do rol de "pregoeiros do pessimismo", é vital afirmar que existe, sim, uma crise no rádio cearense que se alastra a olhos vistos e traz muita indecisão em relação ao seu futuro. O preocupante quadro se delineia a partir de constatações de anomalias nas mensagens radiofônicas, no processo de concessões e na relação com o ouvinte, que vem sendo cada vez mais diminuta, pois parece que os "donos da comunicação" acham que estes não têm sentimentos, não pensam e não sabem analisar o que se passa no rádio.

Para se ter uma idéia desta crise, em Fortaleza, do total de rádios AM que atuam na cidade, há três monopolizadas quase totalmente pelas redes nacionais. Nós, ouvintes, somos obrigados a ouvir notícias que não têm nada a ver com a nossa realidade e a maioria delas são pasteurizadas e repetidas. Por outro lado, existem também três emissoras dominadas por grupos religiosos que fazem da programação uma linguagem única, desprezando a pluralidade de nosso povo. Será que os umbandistas não têm direito a falar de seus dogmas? Será que os espíritas não podem emitir mensagens? Ou será que instalamos o fundamentalismo no rádio? Os órgãos ligados às comunicações fingem que não há problema em esse ou aquele grupo religioso passar o dia todo colocando suas mensagens, geralmente por pessoas que não são profissionais de rádio, e dogmatizando o povo. Onde está o Sindicato dos Radialistas? Onde está o Ministério do Trabalho? Nessas rádios, temos profissionais?

Profissionalismo e investimento

Por outro lado, vem também cada vez mais se intensificando a prática do arrendamento, onde qualquer um pode falar no rádio desde que tenha dinheiro. Resultado desta prática é que alguns políticos hoje fazem do rádio palanque e dominam a programação. Não é possível que isso continue assim sem fiscalização, sem reação, sem o mínimo de discernimento por parte dos ditos proprietários de emissoras. Hitler, Mussolini, Idi Amin Dada e outros ditadores poderiam ter programas de rádio no Ceará desde que tivessem dinheiro para pagar o horário. Este processo é grave, pois o rádio perde o profissionalismo, o trabalho verdadeiro ou seu papel de fomentador da cultura, da cidadania e dos valores de uma sociedade que quer dizer o que pensa e exigir o que lhe é merecido.

A crise no nosso rádio se avoluma, pois temos também qualidade técnica ruim em algumas emissoras que passam para os ouvintes som inaudível com chiadeira, abafado, e muitas vezes horas de emissora fora do ar por defeito nos transmissores e na própria estrutura das emissoras, onde há casos em que o entrevistado é que tem de ligar para a emissora para falar sobre o tema em questão.

Não é esse o rádio que o povo quer, não é esse o papel das comunicações. Nosso rádio precisa de profissionalismo, precisa de investimento, precisa de reconhecimento da sociedade de seu papel e de cumprimento da lei da concessão pública por uma sociedade melhor e mais justa.

Questionar e agir

Os ouvintes são talvez as maiores vítimas do processo e os mais desrespeitados, pois não podem dizer nada, não podem se organizar, não têm direito a falar dos problemas do rádio, não têm relações com a emissora e são desrespeitados em termos de palavras, mensagens e qualidade técnica. Por que não se criam espaços para o ouvinte dizer o que pensa? Por que não se constrói uma comunicação de dupla face onde o usuário tenha direito a questionar o processo? Há diretores de rádio que dizem que os ouvintes não pagam suas contas… Será que não pagam mesmo?

Há, sim, crise no rádio cearense, mas o pior da crise é que ela é varrida para baixo do tapete, não há consistência no processo de reação, os radialistas não se organizam para questionar, os ouvintes têm posição temerária e simplória e são vítimas de chacota no momento em que se organizam. No meio desta crise, o que constatamos claramente é que o fim do rádio AM no Ceará está próximo, caso não haja uma reviravolta no processo e um processo de decisão em todos os que estejam ligados direta ou indiretamente ligados ao rádio. Não podemos calar, porém temos de ser ouvidos, pois o rádio precisa de questionamento, sim, porém não adianta só questionar, mas agir para que a mudança venha e seja melhor para todos.

Uma força aglutinadora

No processo de crise, não é demais também questionar os Cursos de Comunicação da cidade que desprezam o rádio, não incentivam seus alunos a ocuparem o espaço neste meio de comunicação e lutarem por um meio de comunicação sério, verdadeiro e aglutinador de cidadãos em busca de um mundo melhor. O processo de formação de jornalistas deve enaltecer o papel do rádio, e não transformar numa mera disciplina sem conexão com o real. Há espaços no rádio que poderiam ser ocupados por jornalistas que perdem seus lugares para emissores de palavrão, piadistas sem graça e fomentadores da violência ou utilizadores do rádio como plataforma eleitoreira.

A crise no rádio cearense é resultado de uma crise maior da comunicação, que insiste em não ser democrática e não valoriza seus usuários, que ficam sempre à mercê de interesses que certamente não são seus. A crise existe, o problema é sério e somente uma força aglutinadora de ouvintes, radialistas ou, quem sabe, de concessionários de rádio poderá reverter o quadro e devolver ao povo a comunicação que tem de ser democrática e cidadã.

criado por francisco.djacyr    23:57 — Arquivado em: Sem categoria

16 16UTC novembro 16UTC 2008

GUIA DO BOM RÁDIO

 A ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO LANÇA EM BREVE O GUIA DO BOM RÁDIO um catálogo de informações sobre o rádio cearense e os programas recomendados pelos ouvintes.

Será um exposição da qualidade dos programas de rádio e funcionará como um guia sobre a mídia radiofônica.

criado por francisco.djacyr    15:34 — Arquivado em: Sem categoria

9 09UTC novembro 09UTC 2008

dia do radialista - dia oficial

AOS RADIALISTAS DE TODO O BRASIL

OS NOSSOS PARABÉNS!!!!!

LULA SANCIONA LEI QUE MUDA O DIA DO RADIALISTA

O Diário Oficial de hoje, 25.05, divulga a sanção pelo Presidente da República, da Lei nº 11.327, que institui que o Dia do Radialista a ser comemorado, todos os anos, no dia 7 de novembro, data de nascimento de Ary Barroso.
O Projeto de Lei foi aprovado pelo Senado Federal no dia 24/07. O deputado Sandes Junior PP/GO, autor da proposta, justificou: “além de prestar uma homenagem a Ary Barroso”, que a data reconhece a importância do Rádio e da categoria profissional dos Radialistas “no contexto da história do país”.

Ary Evangelista Barroso, mineiro de Ubá, nasceu em 1903. Em 1920, com o pretexto de cursar a Faculdade Nacional de Direito, mudou-se para o Rio de Janeiro. No ano de 1921 matricula-se na Faculdade, no ano seguinte foi reprovado, mas já era músico contratado de orquestra. Em 1929, forma-se em Direito e resolve dedicar-se apenas à música. Em 1930, com a marcha “Dá Nela” ganha o concurso da Casa Édison, com o prêmio, em dinheiro, casa-se com Ivone Belfort de Arantes.

Em 1932, na Rádio Phillips foi contratado como pianista, mas vira locutor esportivo, humorista e animador. Na Rádio Cruzeiro do Sul, em 1937, lança o programa “Calouros em Desfile”. Em 1938 foi contratado pela Rádio Tupi atuando como: locutor, comentarista, humorista e ator. Viaja aos Estados Unidos, em 1944 e compõe a música “Rio de Janeiro”, para o filme “Brasil’”, indicado ao Oscar.

Nas eleições de 1946, foi eleito o segundo vereador mais votado do Rio, Distrito Federal. Em 1960, foi nomeado Vice-presidente do Departamento Cultural e Recreativo do Clube de Regatas Flamengo, outra paixão. Ary morreu, no Rio, em 1964. Como bom boêmio de cirrose hepática.

Em entrevista a Mario de Moraes, Ary definiu as três categorias de locutores esportivos de rádio: “1) O que vai na frente da bola e, portanto, tem que estar voltando toda hora; 2 ) O que vai junto com a bola e que acaba gaguejando, pois nem sempre a bola dá tempo para ele acompanhar o lance, deixando-o tonto; 3) O autêntico - o que vai atrás da bola. Não interessa a ele se vai dar o lance com 3 segundos de atraso, pois não está transmitindo para quem está ao seu lado. Dá a imagem do jogo, concluindo atrás do jogo. Nem junto, nem antes dela”.

Ary fez de tudo no rádio. Locutor esportivo, apresentador, comentarista, redator, ator, músico, produtor e diretor. Tinha diploma de curso superior, em Direito.

criado por francisco.djacyr    9:59 — Arquivado em: Sem categoria

7 07UTC outubro 07UTC 2008

LEIA E FAÇA ALGUMA COISA PELO RÁDIO…

Por que se dedicar ao rádio?

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 30/9/2008

Nas muitas idas e vindas da Associação e nos diversos eventos que temos participado sentimo-nos como espécies em extinção ou habitantes de outro planeta. O que faz uma Associação de Ouvintes? Qual é o objetivo de vocês? Por que fundaram essa Associação? Essas e outras perguntas parecem tornar nossa luta é inglória, parece que estamos lutando pelo nada e que temos apenas o sonho utópico de que o rádio melhore em qualidade de emissão e de mensagem.

Às vezes temos a impressão que esta luta é impossível, que o fim do rádio (principalmente o AM) está próximo e que somente as mídias modernas sobreviverão. Parece até que não tem mais jeito lutar pelo rádio, pois os supostos proprietários não consideram o ouvinte como cliente, pois o mais importante para eles são os resultados da publicidade e o ganho econômico dos programas, sejam lá de que qualidade forem.

Não podemos acreditar que esta seja a visão da sociedade a respeito da organização popular que já derrubou governos ditatoriais e já promoveu várias mudanças no mundo. Não podemos nos abater ante essa incompreensão de nossa sociedade sobre os propósitos de um grupo que, embora pequeno e simples, tem uma luta verdadeira que deve ser reconhecida, respeitada e apoiada. No momento em que levantamos nossa voz em nome do rádio-cidadão, estamos lutando por uma sociedade melhor pautada numa comunicação livre e verdadeira. Muitos dos que não dão guarida à luta de um grupo que ama e valoriza o rádio o fazem porque estão mais interessados no ter e no poder do que na coletividade. Ousar e lutar pela mudança são pecados que os poderosos sempre barrarão e procurarão desenvolver empecilhos e caminhos tortuosos.

Melhor e mais rentável

A luta pelo rádio democrático e de boa qualidade deve, sim, ser uma bandeira da sociedade e deve envolver políticos, sindicalistas, educadores, militantes dos partidos, grupos da sociedade civil organizada e o povo em geral, pois comunicação verdadeira, desatrelada e cidadã é boa para o desenvolvimento da população e de grande importância para construção de um mundo pautado na ética, na solidariedade e cooperação entre indivíduos. Devemos buscar uma mídia que tenha uma programação que faça com que as pessoas sejam respeitadas no desejo de ter uma informação séria, um entretenimento sadio, uma comunicação responsável e um meio de comunicação que ofereça verdade, sinceridade e formação para a cidadania.

A luta pelo rádio deveria ser feita pelos que dominam este meio de comunicação, pois os ganhos econômicos seriam bem maiores se os ouvintes fossem aceitos, respeitados e valorizados. A prática tem demonstrado que geralmente os programas que colocam os ouvintes no ar e oportunizam sua participação informativa têm obtido maiores índices de audiência. Se o rádio acreditar no seu ouvinte, certamente ele será melhor; se os proprietários de rádio também forem ouvintes, com certeza ele irá melhorar; se os publicitários não se preocuparem só em vender mídia e lutarem também pela boa comunicação, com certeza teremos um rádio melhor e mais rentável em termos de apelo propagandístico.

Ouvinte merece respeito

Não podemos aceitar que o rádio se transforme em um espetáculo de baixaria, impropérios e divulgação de discriminação que hoje tem sido promovido por alguns comunicadores que têm grande audiência, apelando para a pobreza de espírito e para o discurso de baixo calão que supostamente tem mais apelo do que a divulgação de noções de civismo, ecologia e cultura. Não podemos aceitar o rádio que pense apenas no dinheiro e se esqueça da qualidade da mensagem e no papel que sempre teve na História do homem no planeta.

Já preconizaram várias vezes o fim do rádio (principalmente o AM) e já se fala muito na segmentação do mercado, como se o mercado destruísse o trabalho que o rádio tem feito para a educação do povo, para a melhoria da sociedade e para a construção de um mundo melhor. O rádio jamais acabará, mas precisa ser mudado e acompanhado pelos órgãos que gerem a comunicação em nosso país, pois não há acompanhamento das concessões – que são terceirizadas de forma absurda – sem que haja sequer acompanhamento dos órgãos responsáveis. A legalidade da comunicação vem sendo aviltada e o rádio vira mais uma vez sucursal de interesses que não são de seus usuários.

A luta por um rádio-cidadão pode parecer inglória, mas não o é, pois foi através desta luta que algumas mudanças têm sido sentidas no meio radiofônico que tem de respeitar seu usuário (o ouvinte), tratando-o como consumidor e ouvindo seu ponto de vista sobre o tipo de mensagem do rádio e o que se diz e se faz no seu desenvolvimento. O ouvinte de rádio merece respeito para o bem do rádio e de toda a sociedade.

criado por francisco.djacyr    9:44 — Arquivado em: Sem categoria

TEXTO PARA REFLEXÃO

Homenagem ao Dia do Rádio

Por Antônio Paiva Rodrigues em 30/9/2008

No meu ócio, na minha operância, nos meus momentos pungentes, o rádio sempre foi o meu fiel escudeiro. Será psicose essa paixão descomunal pelo rádio? Não sei. No meu tugúrio íntimo, nas minhas horas venturosas, não largo o rádio um só minuto. A psicosfera que o rádio produz reiteradas vezes é um bálsamo para o coração. Se os mais afoitos, violentos, e de corações endurecidos ouvissem rádio, o comportamento seria redimido numa proporção descomunal.

Dia 25 de setembro é comemorado o dia do rádio, mas o rádio não tem dia. Ele preenche e humaniza as nossas ações perniciosas servindo de calmante para os momentos obsessivos de nossas vidas. Fico a indagar: Marconi ou Roberto Landell, Landell ou Marconi quem fez a caixinha falar? Questiúnculas à parte, mas a voz foi transmitida pelo invento de Landell de Moura. Uma fase de encantamento nos tomou de sublimes alegrias, quando do surgimento do rádio a pilha. Crianças hiatizando momentos de espanto e alegria perguntavam: de onde vem o som se o rádio não tem fio? O ser humano, para viver, necessita de sua bateria portentosa, que é o coração.

E para matar a curiosidade da pivetada, tivemos que explicar o funcionamento do rádio portátil comparando-o ao corpo humano. Como toda criança ter um ar de curiosidade indagava: essas pilhas são para sempre? Não. O uso contínuo do rádio irá descarregá-la. E aí, indagou outra criança. Trocamos as pilhas e ele voltará a funcionar com a mesma potência dantes. Uma voz ao fundo dizia, que coisa maravilhosa, o homem é mesmo genial.

O centenário da independência

Existe uma frase que faceia Landell e Marconi: "Na história das ciências das descobertas e dos inventos, há sempre alguém glorificado pelas benesses da fama e outro relegado à sombra do esquecimento." O rádio, surgido no início do século 20, teve seu desenvolvimento por ocasião da primeira Guerra Mundial, de 1914 a 18, servindo para comunicados e orientações na movimentação do exército ao longo das extensas e cruéis trincheiras que serpeavam do Mar do Norte ao Cáspio, dos Pirineus aos Cárpatos. De histórias já estamos engalanados, mas ditoso seria um ato excelso para aqueles que fizeram a história no rádio e se tornaram famosos. O profissional do rádio chama-se radialista e ele pode transmitir boas ou más notícias, pois esta é a função do profissional do rádio. O rádio, como citamos anteriormente, está presente 24 horas por dia na vida de qualquer pessoa, em qualquer país do mundo e de qualquer procedência.

Experiências sem conta foram realizadas na divulgação da cultura e na sua incorporação pelas pessoas, pelas comunidades. A cultura define-se como ação aperfeiçoadora da pessoa e do grupo social. Inúmeras são as possibilidades de o rádio incentivar e semear a cultura. Literatura, música, transmissões esportivas, eventos de diversas naturezas, acontecimentos alegres e tristes, radionovelas, teatro e muitos outros espetáculos. Você sabia que o primeiro homem a emitir ondas de rádio em nosso planeta foi o padre Roberto Landell de Moura, brasileiro, gaúcho de Porto Alegre? Realizou suas experiências na capital paulista em 1893. Landell de Moura requereu diversas patentes de suas invenções nos Estados Unidos – que permaneceram devidamente engavetadas.

Foi aí que Marconi, Guglielmo Marconi, italiano, contando com toda publicidade possível, assombrou o mundo em 1900, ligando por radiocomando as luzes da Torre Eiffel, em Paris, desde Roma. Em 1909, o paranaense Lyvio Gomes Moreira, então diretor de Telégrafos em Curitiba, foi o primeiro radioamador brasileiro a colocar no ar sua estação de rádio de fabricação caseira e a manter contato com radioamadores dos Estados Unidos, da Alemanha e outros países. Minha paixão, como a de muitos, como Edgard Roquete Pinto, em 1923, fez o Rio de Janeiro tremular por ocasião das solenidades do centenário da independência do Brasil na gestão do presidente Epitácio Pessoa.

Rádio Clube, a pioneira

Ainda em 1923 surgiram as seguintes emissoras: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro; Rádio Clube do Brasil, no Rio; Rádio Clube Paranaense, de Curitiba, PR; Rádio Clube de Pernambuco; Rádio Educativa Paulista; em 1924, Rádio Sociedade da Bahia; Rádio Sociedade Gaúcha de Porto Alegre. A Ceará Rádio Clube, associada ao sobrenome Dummar, só vai aparecer identificando proprietários de quotas ou ações de emissora de rádio em 1931, quando, a 28 de agosto, funda-se a Ceará Rádio Clube, autorizada a irradiar com o prefixo PRA-T em 16 de agosto de 1932, mas só instalada em 19 de setembro de 1933, e depois licenciada com o prefixo PRE 9 pela portaria 415, de 30 de maio de 1934.

Da história do rádio no Ceará, extraímos que a informação pode soar inusitada mas, em verdade real: a radiofonia, não sob essa designação, mas nomeada radiotelefonia, tem sua pré-história ocorrendo em 1924, quando se instala em Fortaleza o Rádio Club Cearense, do qual participam exatamente 129 associados. Lidera a extensa relação o engenheiro Elesbão de Castro Velloso, a quem devemos creditar a iniciativa para instalar em Fortaleza o primeiro equipamento para transmissão de voz e música, o que acabou convertido no funcionamento de pequena estação emissora de 3 watts na sede do Clube, à rua Barão do Rio Branco nº 21, onde os membros da agremiação podiam dispor de solitário e inovador aparelho receptor de 3 válvulas, em circuito T.S.F, com alto-falante tipo Ericsson Super-Tone.

Causa admiração: além desse receptor, a cidade – consideremos assim – possuía apenas mais quatro aparelhos receptores (rádios), sendo seus proprietários os srs. Clóvis Meton de Alencar, Alfredo Euterpino Borges, João de Carvalho Góes e Augusto Mena Barreto. Em 1936, foi ao ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro; em 1942, foi ao ar a primeira rádio-novela. A Ceará Rádio Clube – conhecida carinhosamente como a pioneira e PRE-9 – teve seu auge e suas programações não ficavam a dever a nenhuma outra emissora do país. Rendo aqui a homenagem ao dia do rádio com estas pequenas nuanças que são verdadeiras relíquias.

criado por francisco.djacyr    9:41 — Arquivado em: Sem categoria

4 04UTC outubro 04UTC 2008

A LEI ESTÁ SENDO CUMPRIDA??? PARECE QUE NÃO….

RÁDIO NA LEI E NA PRÁTICA

ART. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I. – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas ;
II. – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III. - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV. – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família
(CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988 – REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL)

Nossa Constituição estabelece princípios para a comunicação e propõe claramente a finalidade das programações e o papel dos seus meios em relação às mensagens que são emitidas para seus usuários. No artigo 221 de nossa Lei Magna é claro o objetivo das programações que atenderão aos princípios de uma comunicação que dê preferência a finalidades educativas, artísticas , culturais e informativas. Com se vê a programação deve trazer emissões que eduquem o povo , divulguem a arte e a cultura e se baseie no processo informativo de que os cidadãos precisam para se relacionar bem e conhecer o mundo em que vivem.
No mesmo artigo há a proposição de promoção da cultura regional e estímulo à produção independente bem como regionalização da produção cultural , artística e jornalística, o que deixa claro que nossos rádios principalmente devem divulgar a cultura do povo e valorizar o artista da terra sem o famoso “jabá” que faz com que só toque música de quem tem dinheiro ou poder para influenciar a programação. Fica claro que nossas rádios têm de valorizar o que é nosso, estimular a cultura popular, promover uma comunicação com a língua do povo e contribuir para a melhoria da cultura e formação intelectual do povo.
Outro quesito importante de nossa Constituição é o item que se refere a valores éticos e sociais da pessoa e da família, fazendo com que a programação de rádio tenha mensagens que estimule a valorização do cidadão sem mensagens preconceituosas nem apelos pornofônicos nem busca da degradação das relações familiares e da sociedade em geral.. A lei também permite que o cidadão possa se defender das programações que firam os propósitos éticos estimulando a cidadania ativa e a busca dos direitos de cada indivíduo nos diversos desvios da finalidade da comunicação.
Tudo isso que foi explicitado aqui faz parte da lei , de nossa Carta Magna, mas infelizmente parece – nos que nada do que foi expresso na Constituição está sendo posto em prática por muitas emissoras locais e até nacionais que em nome da audiência e da passividade do povo poluem o ar com mensagens que não tem nenhuma relação com a ética nem com a valorização da cultura e do bom costume de fazer rádio. O pior de tudo é que nada tem sido feito para coibir tais ações , pois os proprietários(concessionários) acham que vale tudo pela audiência e tem o rádio apenas como instrumento de ganho de dinheiro e poder não tendo nem o cuidado de ouvir o que se passa no meio que controlam deixando os locutores a agredir seus ouvintes de toda forma preocupando –se apenas com o faturamento do final de mês.
Os órgãos que fiscalizam a comunicação talvez por falta de pessoal ou mesmo negligência não procuram agir no sentido de garantir ao cidadão o que a lei preconiza para que a comunicação seja altruísta, verdadeira e formadora de opiniões sérias calcadas no protagonismo ético e na boa relação com os indivíduos. É preciso que a ANATEL cumpra o seu papel maior que não é apenas autorizar funcionamento de rádios , mas verificar o que vem sendo feito na comunicação para tentar coibir as mensagens que saem sem nenhum tipo de controle nem respeito ao ouvinte.
Aos cidadãos resta apenas lutar pelo que diz a lei e buscar nos órgãos que conduzem a ação legal que esta lei seja cumprida e que o rádio seja realmente uma concessão pública para atender os interesses do povo e não dos grandes grupos de poder econômico e político. O cidadão tem de exercer um papel fundamental no processo comunicativo do rádio filtrando e questionando a programação que não atenda os seus interesses e argüindo o Ministério Público em relação a mensagens que são emitidas e que ferem frontalmente o que diz a nossa Lei maior. È preciso se organizar para ser respeitado. É preciso lutar para que os órgãos de fiscalização e controle das comunicações cumpram seu papel no cumprimento do que diz a lei e na concretização de uma comunicação que seja realmente de acordo com o que o povo merece e quer . É preciso tentar educar o ouvinte para o bom rádio e é preciso contaminar os outros ouvintes na luta pela comunicação sadia, verdadeira, ética e , sobretudo, digna.
A lei precisa ser cumprida, temos de exigir que o prazo de concessão ou permissão seja realmente cumprido o que sabemos que não vem acontecendo. Temos que lutar para que o rádio pertença ao povo como concessão pública que é. Temos que lutar por um rádio ético e cidadão que enalteça o Patrimônio Cultural que só nosso povo tem e sempre teve.

FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA - VICE - PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ

criado por francisco.djacyr    23:58 — Arquivado em: Sem categoria

2 02UTC outubro 02UTC 2008

FIM DO RÁDIO AM????????????

O RÁDIO PRECISA DE SALVAÇÃO

Pelo andar da carruagem em breve teremos o fim do rádio AM, pois parece que os interesses que rondam nosso povo ( salvo exceções) não condizem com a busca pela valorização deste meio que tanto serviço tem prestado ao nosso povo. Vemos atualmente mais uma rádio(DRAGÃO DO MAR) com meio século de luta a serviço do povo e das liberdades democráticas serem tragadas por um grupo religioso que vai mais uma vez fazer do rádio um comércio de fé ou a propagação exclusiva de um religião o que não condiz com a democracia e com a pluralidade cultural e religiosa de nosso povo.
Não podemos aceitar tais ações que põem fim uma programação que as pessoas já estavam acostumadas a ouvir serem solapadas por uma mudança que sequer foi debatida com os consumidores de rádio ( ouvintes) que nunca são consultados sobre o que ocorre nas programações e geralmente nem são comunicados das mudanças ocorridas. Por outro lado custa a crer que não haja fiscalização no processo de concessões de emissoras que são públicas e são privatizadas em nome de grupos e transferidas de forma abrupta sem debate ou questionamento.
O rádio AM padece de um mal que em breve pode destruí - lo , pois este tipo de controle por grupos religiosos, políticos e econômicos deixa o povo sem opções de programações ou pluralidade de idéias. O avanço de grupos religiosos no rádio é um prova de sua importância , mas prova que a suposta concessão pública não tem consistência no momento em que o dinheiro fala mais alto. É preciso que os órgãos ligados à comunicação radiofônica se unam para tomar providências que busquem uma comunicação democrática e plural, pois agora quem tem dinheiro toma conta do rádio e diz o que quer. Os grupos que hoje dominam o rádio parece que não se preocupam em formação de ouvintes ou melhoria da programação o que faz com que alguns aleguem que este é deficitário e promovam sua venda ( ou transferência) , sua incorporação por grandes redes e o fim do rádio AM que parece que vai chegar em breve.
FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA - VICE - PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ
RUA ANTÔNIO MARTINS, 777 - RODOLFO TEÓFILO
FORTALEZA - CEARÁ
IDENTIDADE: 94002563957
FONE: 32936748

criado por francisco.djacyr    20:38 — Arquivado em: Sem categoria

23 23UTC setembro 23UTC 2008

crueldade humana

As Baleias
(Roberto Carlos)

Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

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De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento

Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro

Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor

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criado por francisco.djacyr    9:40 — Arquivado em: Sem categoria
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