ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

30 30UTC abril 30UTC 2007

é muito esporte..não?

Nos programas de rádio de Fortaleza há um predomínio quase que total de programas voltados para o Futebol, basta mexer o dial que ouviremos programas de torcedores preeenchendo a programação. Em cada rádio o número de programas de Futebol é muito grande.

Não desprezamos a programação de esporte, mas achamos que seria importante também que o rádio tenha programas voltados para a cidadania e desenvolvimento dos reclames de nosso povo….

e parece que o povo gosta mesmo  é de esporte, veja esta pesquisa no site da verdes mares:

Enquete

Que tipo de programação você gostaria de ouvir mais na 810 Verdinha?
Esportiva 58,3%
Musical 20,2%
Notícias 12,9%
Variedades 8,6%
retirado do site: www.verdesmares.com.br

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LEIA E REFLITA…..

QUEREM MEXER NA PREVIDÊNCIA


Pensamos que agora é o momento de discutir uma agenda com o conjunto da sociedade brasileira, com entidades que sabem da importância de discutir o desenvolvimento com mais justiça e mais equidade "ou o Brasil resolve o problema da desigualdade ou ele não desenvolver-se". Uma leitura que coaduna-se com a imperativa verdade de que não se pode falar de desenvolvimento económico e social com um país produzindo em escala crescente com um contingente de excluídos. Logo após a segunda guerra mundial os países desenvolvidos fizeram â implementação de políticas sociais de caráter Universal como contrapartida dos direitos da cidadania, "essas redes de proteção social foram estabelecidas sob a denominação de seguridades social e isso se deu não por um ato de bondade, e sim foram negociadas e adotadas para lidar com as ameaças à ordem social, decorrentes das desigualdades que o capitalismo produz". Para a cientista social da UFRJ Maria Lúcia Werneck "respaldado por" os números não medem o discurso que se repete. E que ganham tom mais forte quando aproxima-se uma troca de governo, é o da necessidade do ajuste fiscal, dos cortes de gastos públicos, resumido no grito de guerra ". Reforma da previdência "quando vários estudos tem comprovado que a previdência não e deficitária, pois é parte constituinte da seguridade social que por sua vez, é altamente superativa. Por isso somos totalmente contra a fusão do fisco da previdência com o da Receita Federal como querem as elites, pensando em ganhar rios de dinheiros com a "previdência privada".

Fortaleza, 02/03/2007.
Milson Oliveira
Presidente da UNAPEB

www.unapeb.com.br

criado por francisco.djacyr    9:04 — Arquivado em: Sem categoria

29 29UTC abril 29UTC 2007

LEIA E REFLITA SOBRE ESTE TEXTO….

Idéia para Prefeitos
·

 Educação de prefeitos: A propósito do prefeito que pôs os funcionários que não votaram nele de castigo sob a jaqueira, não seria possível pensar num programa nacional de educação de prefeitos? Não tenho a menor idéia de como isso aconteceria. Deve ser muito difícil educar prefeito porque a maioria tem idéias prontas e as únicas certas. Uma pessoa, para ser educada, tem de, primeiro, aprender que suas idéias não são as melhores.

· Soluções criativas para os problemas das cidades: A necessidade faz o sapo pular… As pessoas, premidas pela necessidade, ficam inteligentes. E é assim que, a todo momento, estão surgindo soluções criativas para os problemas das cidades – soluções baratas que podem ser implementadas com uma combinação de inteligência e espírito prático. Mas a maioria delas permanece ignorada. Pouco se sabe… Como é o caso das associações dos catadores de papel e catadores de lixo. Graças à Internet, nenhuma informação está condenada ao desconhecimento. Basta que se crie um site – “Soluções criativas para os problemas das cidades” – onde essas soluções seriam descritas e compartilhadas. Sugestão para que a prefeitura de Campinas tome a iniciativa…

· Crianças: Não existe nada que mexa mais comigo que as crianças nos semáforos. Vendem doces, bijus, limpam parabrisas… Gosto de conversar com elas. Perguntar o nome. Se está na escola. O que faz o pai. O que faz a mãe. Lembro-me do assombro de um menino com quem conversei… O rosto dele se iluminou num sorriso! Acho que ele nunca imaginou que alguém se interessaria por ele. Mas, nesse momento, o vermelho vira verde e o carro tem de ir. O que fazer para ajudar essas crianças? Já está provado que orfanatos e similares não funcionam, além de serem caros. Mas sei que há soluções criativas acontecendo: pessoas que tomam a iniciativa e fazem coisas. Há uma quantidade enorme de pessoas querendo fazer. Mas elas não sabem o que fazer, como fazer, onde fazer. Eu gostaria de colocar aqui na minha homepage informações sobre essas coisas que estão sendo feitas. E mais uma sugestão às prefeituras: não fazer a coisa, mas criar os canais para que as pessoas possam fazer.

· Mercado de pulgas: Examinando meu guarda roupa, minhas gavetas e minhas estantes, dei-me conta de que eu não necessito e nem vou usar uma grande parte das roupas, dos objetos e dos livros que lá se encontram. Os americanos, notáveis pelo seu senso prático, têm os chamados “mercados de pulga”, “flea markets”, onde as pessoas levam as coisas de que não mais necessitam para serem vendidas por quase nada. Eu teria prazer em levar essas coisas para um “mercado de pulgas” que porventura fosse criado. Muitos dos meus livros, inúteis em minhas estantes, poderiam ser usados em escolas e outras organizações. De novo, sugestão para a prefeitura: Que tal abrir um espaço para um “mercado de pulgas”?

Texto postado em 29/03/2001 - Educação de prefeitos: A propósito do prefeito que pôs os funcionários que não votaram nele de castigo sob a jaqueira, não seria possível pensar num programa nacional de educação de prefeitos?

www.rubemalves.com.br

criado por francisco.djacyr    9:32 — Arquivado em: Sem categoria

ISSO É GRAVE…..

06/04/2007 - 09h59
ONU prevê secas e falta de água para mais de 1 bilhão
MÁRCIA BIZZOTTO
da BBC Brasil, em Bruxelas

Depois de uma semana de reuniões em Bruxelas, os mais de 400 cientistas que participaram da segunda parte de um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) concluíram que mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água em um futuro próximo e que as populações mais pobres do mundo serão as mais afetadas pelo aquecimento global.

A principal causa será o derretimento precoce da camada de gelo de grandes cadeias de montanhas, como o Himalaia e os Andes, causado pelo aumento da temperatura na Terra.

Elas funcionam como reservatórios, acumulando água em forma de gelo durante o inverno para liberá-la gradualmente com o derretimento no verão - um processo natural fadado a terminar, pois, segundo os cientistas, o derretimento já começou.

De acordo com eles, até o final do século, 75% do gelo dos Alpes poderão ter desaparecido.
Com a aceleração também do derretimento do gelo polar, as regiões costeiras e baixas serão inundadas, obrigando comunidades inteiras a se deslocar.

Biodiversidade

O relatório também prevê que, se a temperatura global subir mais de 1,5º C em relação aos índices de 1990, os ecossistemas regionais mudarão a ponto de levar à extinção de cerca de um terço das espécies de animais e plantas do planeta.

O rendimento dos cultivos agrícolas e da pecuária também será afetado, principalmente na América do Sul, África e Ásia. Isso aumentaria a fome e a ocorrência de doenças nas regiões mais pobres do mundo.

Por outro lado, um aumento limitado a 1º C na temperatura global beneficiaria a agricultura da Nova Zelândia, Rússia e América do Norte.

Segundo os cientistas, o aquecimento global já está mudando o cenário mundial e as sociedades deverão enfrentar grandes dificuldades para se adaptar aos impactos da mudança climática, afirma um relatório da ONU divulgado nesta sexta-feira em Bruxelas.

Tomar medidas para a adaptação das sociedades - como sistemas de proteção contra doenças, cheias ou secas, até então consideradas eficientes - já "não serão suficiente para fazer frente a todos os impactos esperados do aquecimento global", alerta o documento.

Relatório

A segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) analisa as implicações do aumento de temperatura da Terra em diversas áreas, como economia, ecossistema e saúde humana.

O documento é resultado de uma semana de debates entre 400 especialistas sobre 28 mil dados científicos copilados sobre todo o planeta.

O documento está sendo lançado em quatro partes ao longo deste ano.
Na primeira parte, divulgada em fevereiro em Paris, os cientistas projetaram um aumento de até 4º C na temperatura da Terra até o fim deste século e culparam o homem pelo aquecimento global.

Em maio, na Tailândia, o IPCC divulgará a terceira parte, que abordará as formas de impedir o aumento da concentração de gases nocivos ao ambiente.

www.folhaonline.com.br

criado por francisco.djacyr    9:10 — Arquivado em: Sem categoria

TEXTO DE GILBERTO DIMENSTEIN

O cidadão de lixo

Ao mesmo tempo, eles reclamam de morar numa cidade suja e culpam o governo pela incivilidade

Desenvolveu-se uma tecnologia de baixo custo para a construção de caixas-d’água a partir da reciclagem das lixeiras de plástico. A notícia deveria animar os defensores do ambiente se a descoberta ecologicamente correta não se transformasse, na cidade de São Paulo, num negócio lucrativo e penalmente incorreto: na madrugada, quadrilhas furtam as lixeiras, ajudando a sujar ainda mais as ruas. O efeito poluidor das quadrilhas é fortalecido pelos cidadãos comuns.

Pesquisa realizada pela H2R, divulgada na semana passada, revela que 76% dos paulistanos admitem jogar lixo na rua, contribuindo para as enchentes e, assim, atraindo ratos e baratas. Ao mesmo tempo, eles reclamam de morar numa cidade suja e culpam o governo pela incivilidade. Essa contradição, quase cômica, revela a alma nacional e mostra a cidadania de lixo. A cidadania de lixo é a chave para entender uma boa parte dos problemas brasileiros. Consiste, em poucas palavras, em achar que a responsabilidade é sempre do outro, como se tivéssemos apenas direitos e nenhum dever. Joga-se o lixo na rua e se reclama de que o gari não está lá para catá-lo, enquanto os marginais se organizam para levar as lixeiras, convertidas em negócio.

A essência da cidadania de lixo foi captada pelo Datafolha: 38% dos eleitores paulistanos não se lembram em quem votaram para vereador. Entre aqueles com ensino superior, a porcentagem é menor, mas ainda altíssima: 26%. A tradução é a seguinte: se não se lembram em que votaram, isso significa que nem sequer acompanharam o desempenho do parlamentar. Assinaram uma espécie de cheque em branco. É uma alienação nacional: apenas 28% sabem em quem votaram para deputado federal, parcela semelhante à dos que não se lembram quem escolheram para as Assembléias Legislativas. Entre os que têm ensino superior, a taxa sobe para 48%, mas continua ridícula. Não chega, portanto, nem à metade dos eleitores mais educados.

Jogar o papel no chão é apenas o símbolo de não se sentir dono da rua, imaginada vagamente como propriedade de um governo, do qual desconfiamos. E, aqui, mais uma contradição: não se confia nos políticos, mas se espera deles a solução. Não há desenvolvimento consistente sem que os indivíduos sejam protagonistas. Sabemos, por exemplo, que as melhores escolas públicas são aquelas em que os pais e a comunidade mais participam. Está mais do que provado que, quanto mais atento e participativo for o cidadão, melhor será a gestão dos recursos públicos.

Há um consenso, nas elites econômicas e intelectuais, de que a principal razão para o lento crescimento econômico brasileiro são os gastos públicos -gasta-se muito e mal. Isso se converte em muitos impostos, poucos investimentos, afetando a geração de emprego. É uma das razões, entre várias, da marginalidade juvenil e, portanto, da violência.

Mostram-se as mais contundentes estatísticas de que o país deveria mexer nos rombos previdenciários. Não há mobilização porque, afinal, o problema não é nosso, mas dos "outros" -e os "outros", no caso os políticos, não querem se queimar por falta de apoio popular.

Na lógica da cidadania de lixo, não há comoção com o fato de que pagamos, por ano, quatro meses de salário ao governo e de que apenas 5% dos alunos saem do último ano do ensino médio com conhecimento apropriado de língua portuguesa. O desperdício é generalizado nas esferas municipal, estadual e federal. Isso explica desde fatos como a alta incidência de crianças com anemia por insuficiência de ferro, os prefeitos comprarem livros didáticos de grupos educacionais privados e recusarem os gratuitos oferecidos pelo governo, até os milhões de recursos jogados fora para treinamento profissional desconectado do mercado de trabalho ou a decisão dos vereadores de aprovarem, quase por unanimidade, financiamento público para seus escritórios eleitorais. Explica também por que Lula se dispõe a destinar R$ 250 milhões para criar uma TV pública, enquanto as emissoras educativas estão sem dinheiro.

PS - Nessa rede de irresponsabilidades, entende-se o resultado da pesquisa divulgada na semana passada: 87% da população quer tratar, sem distinção, adultos e crianças infratoras. O problema não seria da falta de educação, da ausência de empregos, dos programas sociais ou da fragilidade policial, mas apenas dos marginais. Logo, o melhor é trancá-los todos juntos, quem sabe numa mesma cela. Assim como no caso do lixo, a violência nos faz viver todos na sujeira.

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

criado por francisco.djacyr    9:01 — Arquivado em: Sem categoria

HOMENAGEM AOS OUVINTES

 NOSSOS OUVINTES DE RÁDIO

   Vocês são a própria canção! Vocês conseguem nas ondas do rádio romper com o silêncio e enfeitar de alegria as noites dos comunicadores de rádio. Num abrir e fechar de olhos , vocês encontram a sintonia e de repente, vocês estão em toda parte , sem sair do lugar.

   Esse companheiro, eu sei, que lhe faz companhia nas noites de insônia. Sei também que não importa para você….Se ele está ligado na tomada , o se é de pilhas. Se de pilhas , quase sempre são duas . Todas enconstadas e unidas , animando e fazendo brilhar o seu rádio. Ah! se  os  homens fossem unidos como as pilhas de um rádio! Se todos colaborassem, se todos se dessem as mãos, se todos se unissem para transmitir a mesma mensagem! O mundo estaria em perfeita vibração  com seu rádio, meu caro ouvinte. Desunidos somos fracos. Unidos fazemos vibrar o mundo, os céus e a terra com nossa mensagem de amor. Somos com pilhas, somende unidas podem gerar a vida , alegria e bem - estar  aos homens. Separados somos mortos . Unindo duas ou três pilhas num rádio, vereis quanta força, quanta maravilha nasce da unidade, da colaboração do entendimento e da participação.

  Vocês nem se importam com os ruídos, as interferências e nem que cortem sua palavra. As linhas dos telefones vibram , falam, cantam, gritam com a alegria de vôcês  entrarem no ar e encontrarem aquele comunicador que você abre abre as portas da sua casa para que ele possa participar da sua intimidade. Não é um hóspede. Não. Ele é um familiar da casa e vocês  não pedem nada….Ás vezes uma palavra , um riso  acolhedor, uma música para acalentar as paixões ! Vocês conseguem através desse cofre mágico de entranhas de fios e lâmpadas , de janelas luminosas amar quem nunca vocês vira.

   Vocês conseguem enviar abraços, beijos , saudações, felicitações de alegria , de tristeza, de solidariedade para todos os recantos que as ondas do rádio conseguem chegar . No ar vocês dizem o que diz o coração, e o mundo todo se enche de alegria.

    Com vocês no ar, sempre há um momento de magia, de encantamento de mistério, fazendo dessa vida uma canção, um paraíso. A vida só é boa  de viver meus amigos ouvintes, se vivermos bem com todos. Este é o grande segredo da nossa caminhadas, da nossa passagem aqui na terra. Só as pessoas insensíveis sem esperança, não percebem isso.

   ( ANGÉLICA RUSSO in RÁDIO MEU COFRE MÁGICO, EDIÇÕES LIVRO TÉCNICO, 2006 P.  71 - 73)

criado por francisco.djacyr    8:33 — Arquivado em: Sem categoria

28 28UTC abril 28UTC 2007

RECOMENDAMOS UNIVERSITÁRIA FM

Criada em 22 de fevereiro de 1981, a Rádio Universitária FM 107,9MHz mantém uma programação voltada à divulgação das atividades da UFC. Por meio de boletins informativos e entrevistas com seus docentes e pesquisadores, as matérias levadas ao ar servem de pauta para outros veículos de informação. A emissora ainda mantém espaço aberto para debates sobre temas de interesse da sociedade e para prestação de serviços.
A programação musical vem se caracterizando como uma opção à segmentação das atuais emissoras de FM, oferecendo ao público o melhor de todos os ritmos musicais, da MPB ao Rock, do Jazz ao Samba, do Nacional ao Internacional. A Rádio Universitária FM busca, ainda, difundir gêneros musicais que não encontram espaços nas emissoras comerciais como, por exemplo, a Música Étnica que, em horários especiais, são apresentadas ao público acompanhadas de informações e explicações, sempre com o objetivo de formar novos ouvintes para os gêneros.

Com o objetivo de atender cada vez melhor a seu público, a Rádio Universitária FM vem passando por um processo de modernização de equipamentos, seus estúdios e com a aquisição de um novo transmissor, melhorando significativamente a recepção da emissora na Capital e interior.

RETIRADO DO SITE DA RÁDIO UNIVERSITÁRIA FM/www.ufc.br/comunidade/radio

criado por francisco.djacyr    17:48 — Arquivado em: Sem categoria

VEJA O QUE DIZ AFRÂNIO PEIXOTO SOBRE O RÁDIO …

SOS PARA O NOSSO RÁDIO

                                                                                   Afrânio Peixoto

     Não podemos negar que o Rádio cearense da atualidade fica muito a dever àquele que tivemos num passado não tão muito remoto.
     Se verdade é que houve um crescimento no número de emissoras no ar e um grande avanço no tocante à tecnologia, mantendo o rádio como uma das maiores forças como veículo de comunicação de massas, não podemos igualmente obscurecer que a qualidade da mensagem de voz que hoje se transmite, deixa muito a desejar.
      Isso talvez encontre uma justificativa no fato de que muita gente correu para uma oportunidade de ingresso na profissão, aproveitando-se da facilidade oferecida pelo Sindicato da classe, cuja única exigência era freqüentar um curso relâmpago, sem exigir maiores conhecimentos.
       A situação acabou se complicando ainda mais devido ao fato de que alguns desses novos habilitados passaram imediatamente a ocupar horários arrendados na programação das emissoras, sem qualquer controle, ficando o nosso Rádio como que à deriva, sem uma maior vigilância, entregue ao entusiasmo de poucos e a incompetência de muitos. Para isso concorreu sem dúvida o desinteresse que se observa de parte do investidor, do empresário ou dono da estação, como queiramos aqui denominá-lo.
        Talvez seja esse o maior problema que afeta e entrava hoje o nosso Rádio.A figura do concessionário só se encontra hoje nos documentos arquivados no Anatel ou Ministério das Comunicações.
Nada mais do que isso e muitos deles custam aparecer nos prédios de suas emissoras, entregues a terceiros, alguns na condição de arrendatários que também sub arredam os horários de suas programações diárias.
      Um fato que nos entristece muito, mais ainda quando se fala tanto na chegada do radio digital, novo avanço técnico que pode trazer dias melhores para o nosso setor do Rádio.
        E nós estaríamos preparados para essa mudança, sinceramente que temos de convir que não. Nossos antigos investidores estão desestimulados e algumas de nossas emissoras estão simplesmente sucateadas para enfrentar essa mudança. Por tudo isso,num ou no outro caso,nenhuma culpa podemos imputar ao Sindicato dos Radialistas ou a nossa Acert
         O Sindicato não tem condições de oferecer cursos de maiores estruturas e Associação Cearense das Emissoras de Rádio e Televisão(Acert) ainda se mantêm viva e atuante, graças a uma meia dúzia de abnegados, alguns deles prepostos. ali colocados por concessionários, perdidos e desinteressados do negócio.
       Alguma coisa, entretanto, precisa ser feita.Urge uma mudança nas regras do jogo. Os tradicionais encontros regionais e até as tradicionais convenções anuais devem ceder lugar para um grande Fórum, quem sabe! Acert e Sindicato dos Radialistas precisam se juntar para o trabalho unido, objetivando tirar o nosso Rádio dessa mesmice e partir para a elaboração de um programa que lhe garanta um futuro promissor.
        Se a realização desse Fórum for realmente a saída indicada, para ele sejam convidados todos que sonham com um Rádio melhor;. Os legítimos concessionários, seus diretores executivos, os radialistas, seu Sindicato, Acert, seus diretores, arrendatários de emissoras, ouvintes e todos aqueles que gostam do Rádio. A todos seja pregada esta advertência: SOS PARA O NOSSO RÁDIO!

Permita-me uma rapida apresentação minha:Afrânio Peixoto, radialista e jornalista profissional, aposentado, 53 anos de atividade sem qualquer interrupção, fundador e 1. Presidente da Apcdec, fundador ex Dir Geral da Radio Uirapuru(epoca José Pessoa de Araujo), fundador e Presidente da Acert(1998-2000) e conselheiro nato dessa entidade, preocupado com o nosso Rádio na atualidade, resolveu num artigo chamar a atenção do Sindicato de classe e da nossa Acert, chamar a atenção para o problema e nesta oportunidade remeto copia do referido artigo para reflexão sua e dos companheiros da Associação que preside.

criado por francisco.djacyr    16:09 — Arquivado em: Sem categoria

E AS OUTRAS INCLUSÕES?????

Programa de inclusão digital terá 20 mil conexões, 10 mil em escolas

PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília

O Gesac, programa de inclusão digital do Ministério das Comunicações, deverá conectar à internet em banda larga cerca de 10 mil escolas públicas de ensino médio e profissionalizante em todo o país.

O ministério pretende ampliar o programa, hoje com 3,3 mil pontos de presença, para 20 mil pontos de acesso gratuito à internet em todo o país. Além das escolas, o programa conectará também telecentros comunitários, bibliotecas públicas, postos de saúde, entre outras entidades.

No caso das escolas públicas, a ampliação faz parte de um programa de cooperação com o Ministério da Educação, dentro Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado nesta semana no Palácio do Planalto. No próximo dia 16 de maio, o Ministério das Comunicações fará uma audiência pública para debater com a sociedade o processo de licitação.

Os 3,3 mil pontos do Gesac hoje estão localizados em 2,1 mil municípios brasileiros.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica

criado por francisco.djacyr    15:19 — Arquivado em: Sem categoria

COMENTÁRIO DE UM FILME QUE ESTRÉIA NO BRASIL

Violência atropela história de amor em "Proibido Proibir"
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FAUSTO SALVADORI FILHO
da Folha Online

"Proibido Proibir", que estréia hoje nos cinemas, começa com uma história de amor, mas não demora para a violência do Rio de Janeiro entrar em choque com os personagens e modificar os rumos do enredo.

A partir daí, o coração do filme passa a ser a perplexidade e a impotência da classe média diante do caos social brasileiro. E o principal personagem torna-se o Rio, que o diretor chileno Jorge Durán procura filmar com um olhar livre –nem o buscador de cartões-postais ou tampouco o denunciador das misérias.

É evidente o prazer do diretor em passear a câmera por diferentes locações, interrompendo a narrativa para mostrar outros ângulos e arquiteturas da cidade.

O olhar do diretor e o bom desempenho ajudam a dar vida aos personagens, que seriam à primeira vista bastante esquemáticos.

Paulo (Caio Blat) é um estudante de Medicina paulista, botafoguense, mulherengo, viciado em drogas, individualista e cínico, para quem o sentido da vida resume-se a "cannabis e boceta".

Seu melhor amigo, com quem divide uma república, é Leon (Alexandre Rodrigues, o Buscapé de "Cidade de Deus"), estudante de Ciências Sociais, brasiliense, torcedor do Flamengo, um idealista que desenvolve um trabalho social para tirar crianças da rua com a ajuda do futebol. Os dois se apaixonam por Letícia (Maria Flor), estudante de Arquitetura, carioca, romântica e sonhadora.

"É proibido proibir", o "slogan" rebelde de 1968 que dá título ao filme não tem nada de libertário: é a frase usada pelo personagem de Caio Blat para justificar o próprio cinismo.

Um cinismo que entra em xeque quando Paulo se torna amigo de Rosalinda (Edyr Duqui), uma paciente leucêmica do hospital onde faz residência –a ponto de compartilhar seus cigarros de maconha com ela, numa das cenas mais engraçadas do filme.

Ao tentar encontrar a família da paciente, Paulo descobre que um dos filhos dela foi morto pela polícia e o outro está jurado de morte. É aí que o triângulo amoroso cede lugar ao dilema ético, levando os personagens a um beco sem saída.

Tanto o niilismo individualista "proibido-proibir" de Paulo como o idealismo romântico de Leon ou Letícia mostram-se respostas fracassadas diante da realidade. "O que fazer?" é uma pergunta recorrente dos personagens, e nenhum deles tem a resposta. Ao tentar intervir na realidade, só conseguem piorar a situação.

"Coração das trevas"

O filme segue a picada da violência urbana aberta por "Cidade de Deus" no cinema nacional. Mas, enquanto "Cidade de Deus" buscava simular um olhar interno, usando o romance de Paulo Lins para mostrar a favela do ponto de vista de seus moradores, o olhar de "Proibido Proibir" é claramente um olhar de fora ("Bem vindo ao coração das trevas", diz um dos personagens ao se entrar numa favela), o olhar da classe média.

Não a classe média apavorada, que sonha com o "Caveirão" limpando as favelas, mas a classe média bem intencionada, com sua perplexidade e impotência.

História de amor e filme político (no sentido amplo do termo), "Proibido Proibir" é também uma história de rito de passagem, que mostra a transformação de jovens em adultos.

Na impossibilidade de dar respostas, o filme opta por um final em aberto, que ainda bota uma fé na esperança, quando os personagens descobrem, num velho mirante abandonado na serra, que o Rio ainda é "um lugar bonito para caralho".

RETIRADO DO SITE http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u70658.shtml

criado por francisco.djacyr    15:14 — Arquivado em: Sem categoria
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Am I a spambot? yes definately
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