ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

19 19UTC janeiro 19UTC 2008

LEITURA PARA REFLEXÃO

Rádio , Sociedade e Democracia

No mundo moderno é notória a necessidade de um processo de democracia que envolva os meios de comunicação, pois todo cidadão tem direito a uma informação séria, verdadeira e interativa. Os meios de comunicação devem falar a linguagem do povo enaltecendo sua cultura, discutindo suas necessidades e buscando lutar pelo desenvolvimento pleno e harmonioso da sociedade.

O rádio nos dias de hoje é um meio de comunicação que precisa se modernizar não apenas em termos tecnológicos, mas sobretudo em termos de interatividade e participação ativa dando oportunidade do povo questionar seu conteúdo, dizer o que pensa da programação, opinar sobre os programas e questionar fatos desagradáveis que possam vir nas emissões radiofônicas. É preciso que os que fazem o rádio criem mecanismos de cidadania participativa para que este meio de comunicação seja uma construção coletiva.

O rádio precisa ser respeitado pela sociedade que também merece respeito com programas bem produzidos, mensagens verdadeiras e positivas , linguagem popular , defesa da cultura e valorização do ouvinte. É preciso que os locutores de rádio se organizem em prol de um rádio verdadeiro, respeitoso e compromissado. Não podemos aceitar mensagens radiofônicas deturpadas, desrespeitosas e discriminatórias que alguns locutores insistem em emitir e que muitas vezes ainda fazem parte de algumas programações. É preciso que o rádio cidadão seja fortificado para que todos os que gostam deste meio de comunicação tenham direito a uma informação digna, verdadeira e cidadã.

FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA - PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ

RUA ANTÔNIO MARTINS, 777 - RODOLFO TEÓFILO

FORTALEZA - CEARÁ

IDENTIDADE: 94002563957

FONE: 32936748

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2 02UTC janeiro 02UTC 2008

LEIA ESTE TEXTO

A emoção pelas ondas do rádio.

Informação: AESP - Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo - 05/01/2006
Folha de São Paulo Equilíbrio - Rádio

Quando eu era pequena, fazia muito esforço e prestava muita atenção para entender o mundo das "gentes grandes". Percebia que os adultos eram bem diferentes das crianças.

Eles falavam de guerra, banco, dinheiro, duplicata, despejo e tudo o mais que estava na órbita das necessidades e trocas materiais. Sobre sentimentos e emoções, os adultos de então pouco se manifestavam e, quando o faziam, era tudo sem palavras, por gestos e olhares. Talvez entre si eles falassem, desde que longe das crianças. Mas nós tínhamos vias por onde as emoções dos adultos nos chegavam: era pelo rádio.

Chegou a mim, há poucos dias, a notícia de que as radionovelas vão voltar, e isso me inspirou alguns pensamentos e lembranças que vou contar a vocês, evocando tardes de 60 anos atrás. Cada novela tinha sua música e, se eu bem me lembro, eram predominantemente orquestrais, o que não foi para mim uma má introdução, lenta, é bem verdade, para o universo da música clássica. E não só mas especialmente para a trama emocional da vida adulta. Aí sim, na radionovela, conseguíamos perceber o que havia atrás dos rostos sérios e compenetrados dos familiares, vizinhos e mestres, tudo gente grande.

Colocado desta forma, poderia parecer que vivíamos uma vida hipócrita, mas não era, não. Havia, é verdade, muito mais contenção, tolerância à angústia, tudo isso em nome do respeito ao outro, especialmente à mente pura de nós, crianças. Nossas cabecinhas eram vistas como frágeis, o que não chega a ser mentira, nem hoje.

Estou torcendo para a novela de rádio voltar e nos trazer de volta o uso da mão e do olho para criar, transformar, em resumo, para que possamos voltar a fazer enquanto podemos continuar a sonhar

As emoções que nos chegavam pelas ondas do rádio, nós sabíamos que era ficção, e aceitávamos de bom grado esse faz-de-conta. Enquanto isso, os adultos preservavam-se. Lembro-me de que a troca de olhar dos adultos era freqüentemente muito expressiva, para dar a entender que certas coisas "não eram para ser ditas na frente das crianças". A gente sabia disso e não reclamava. Inveja, ciúme, saudade, dores de ruptura existiam, mas não éramos informados sobre isso.

A radionovela nos esclarecia sobre o que era vivido, o que acontecia naturalmente no mundo dos adultos. Nós éramos, até um certo ponto, preservados disso tudo. Sobre radionovela, não me lembro que existisse censura. A confiança da família parecia ser total sobre o que ia ser apresentado nas rádios. Ninguém se preocupava em desligar o rádio em certos momentos. Talvez alguns programas cômicos, que só passavam tarde da noite, não fossem para crianças, mas elas já estavam dormindo.

Avós, mães e filhas acompanhavam as novelas sempre juntas. Os meninos ficavam de longe, mas não deixavam de saber o teor das narrativas. A radionovela fazia parte do mundo feminino. Era o mundo visto pela ótica das mulheres e apresentado sempre à tarde.

Parece que pensam em trazer de volta esta maravilha da minha infância, e vou tentar explicar por que acho a notícia tão maravilhosa. Porque, enquanto se escuta, continua-se a fazer. Enquanto se escuta, tricota-se, lava-se o cabelo, trata-se da pele, faz-se mãos e pés. Era em volta do rádio que aprendíamos essas artes do feminino. Uma geração aprendia com a outra. As mais velhas passavam para as mais novas tudo sobre o cuidado do corpo, da roupa, da limpeza e da feitura dos alimentos. Por observação e imitação, a sabedoria era passada adiante, sem ordem expressa e sem receita. Compartilhava-se enquanto se tricotava, se crocheteava, bordava, cerzia, e o rádio continuava descrevendo as emoções não expressas do cotidiano e, muitas vezes, também hábitos e costumes que não conhecíamos. Estou torcendo para a novela de rádio voltar e nos trazer de volta o uso da mão e do olho para criar, transformar, em resumo, para que possamos voltar a fazer enquanto podemos continuar a sonhar.

Espero que a idéia vingue e o fazer junto retorne às nossas horas vagas. Além de fazer, enquanto o rádio toca e fala, uns podem montar quebra-cabeça, recortar, arrumar coleções. E, como algo a mais, ainda temos uma janela aberta para o universo emocional, onde os mitos podem ser revividos e, mais tarde, até criticados e execrados, se for o caso. Enquanto sonhávamos, não parávamos de viver. Tão diferente do semi-autismo da nossa atitude diante da tela da televisão.

ANNA VERONICA MAUTNER , psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, é autora de "Cotidiano nas Entrelinhas" (ed. Ágora)

criado por francisco.djacyr    17:56 — Arquivado em: Sem categoria

CURIOSIDADE SOBR RÁDIO FM

O INÍCIO DO RÁDIO EM FREQUÊNCIA MODULADA (FM)

O norte-americano Edwin Howard Armstrong, era um amante da música e se sentia insatisfeito com a qualidade das rádios AM.

É que as ondas desse tipo de rádio se propagam para lugares distantes, mas estão sugeitas a muitas interferências. Por isso, em 1912, Armstrong produziu o primeiro transmissor de frequência modulada, inventando a rádio em FM.

As primeiras transmissões confirmaram que ela exibia uma fidelidade muito melhor, porém com menor alcance.

As grandes redes americanas reagiram, temerosas de que a FM fosse uma ameaça.

Depois de uma demorada briga na Justiça e com suas patentes ameaçadas, Armstrong se suicidou em 1954.
A FM só se vingou na década seguinte.

(Crédito: Revista Galileu no 90 Editora Globo)

criado por francisco.djacyr    17:41 — Arquivado em: Sem categoria

1 01UTC janeiro 01UTC 2008

VALORIZANDO OS QUE NÃO APARECEM NO RÁDIO

Os que às vezes são esquecidos no rádio merecem nossa consideração, pois operadores de áudio e de transmissores são a alma do rádio e muitas vezes não sã valorizados devidamente pelas emissoras.

É preciso que os ouvintes tenham consideração por esses heróis anônimos que dão sua alma e sua vida pelo rádio e merecem todas as homenagens dos que fazem este meio de comunicação

criado por francisco.djacyr    10:18 — Arquivado em: Sem categoria
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