ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

22 22UTC junho 22UTC 2008

PARA LER E REFLETIR

MÍDIA RADIOFÔNICA

Organizar os ouvintes já!

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 17/6/2008

A luta pelo rádio democrático e completo de valores éticos e morais deve ser perseguida principalmente por aqueles que ouvem rádio todos os dias e têm as suas casas invadidas por mensagens radiofônicas que muitas vezes não podem ser adequadas aos interesses do povo e soam como brincadeiras supostamente divertidas e sem malícia. O problema é o que muitas vezes estão escondidas em tais mensagens desejos de alienação e ocultação do verdadeiro papel do sistema que é alienar o povo e deixá-lo à mercê de interesses políticos e econômicos que não contemplam a maioria.

Organizar os ouvintes em busca de uma programação de qualidade é uma tarefa importantíssima no cenário do rádio moderno, pois precisamos que cada usuário deste meio de comunicação tenha um ouvido crítico que questione programações que não tenham qualidade nem mensagens edificantes e deixam aqueles que busquem o rádio sem opções para mudar o contexto político e econômico de nossa sociedade.

O rádio precisa de engajamento das pessoas que ouvem os diversos programas no sentido de que existam opções por programas que mandem ao povo idéias de cidadania, ética, valorização dos seres humanos, divertimento sério, propostas de crescimento e ajuda mútua entre os que fazem o rádio. Quantas campanhas não foram feitas no rádio e que tiveram sucesso na ajuda das pessoas e na melhoria da vida do povo de maneira geral?

Interesses e mensagens preconceituosas

Os ouvintes devem se organizar sempre na tentativa de melhorar o rádio tanto em termos técnicos como em termos das mensagens emitidas pelos que estão ao microfone e emitem opiniões, dão dicas e passam idéias diversas que chegam ao todos os lares. É preciso que se abram espaços eficazes para que os usuários do rádio tenham a oportunidade de dizer o que querem e o que pensam do rádio que vem sendo feito. O rádio é muito importante e não pode cair em mãos inadequadas para continuar sendo um meio de crescimento do povo e de valorização dos seres humanos.

Os que ouvem rádio precisam se espelhar em exemplos de organização de usuários de comunicação como o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania, Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará e outros grupos que lutam pela democracia da comunicação e valorização dos usuários da mídia.

Os espaços para discussão da comunicação devem ser incentivados, valorizados e incrementados, pois somente organizados é que os usuários da comunicação poderão questionar as mensagens passadas pela mídia e exigir, como consumidores, idéias verdadeiras e informação adequada para todos os níveis sociais e econômicos. Não podemos aceitar que os meios de comunicação continuem a veicular idéias atreladas a interesses e mensagens preconceituosas e deslocadas dos verdadeiros interesses dos que ouvem rádio.

Democracia e cidadania

Quem ouve rádio precisa acreditar na luta pela sua valorização e melhoria e precisa desenvolver novas concepções de um rádio que emita mensagens adequadas aos anseios do povo e de questionamento da ordem estabelecida que nem sempre é voltada para as classes populares.

Organizar-se por um rádio-cidadão é uma idéia que merece fazer parte de todos os grupos de ouvintes em prol de música de qualidade, questionamento do poder público e valorização de mensagens adequadas ao processo de formação ética, cívica e, sobretudo, cidadã de um povo que sempre teve no rádio a oportunidade de crescer, se educar e falar o que sente para todos e por todos.

Acreditar em um rádio que cultive democracia e cidadania só é possível a partir de mecanismos de organização, formação e concretização de grupos que buscam no meio rádio a oportunidade de crescer e promover o crescimento de todos para um mundo melhor, justo e cidadão.

PUBLICADO NO SITE www.observatoriodaimprensa.com.br

 

criado por francisco.djacyr    19:05 — Arquivado em: Sem categoria

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A ética no rádio
Por * Antonio Paiva Rodrigues · 09/06/08

A palavra ética, muito usual nos dias atuais está se esvaindo e cedendo lugar a trasgos de baixarias, palavras de duplo sentido, procedimentos indignos, ou pérfidos, sórdidos e situações decorrentes de radialistas que esqueceram que o rádio foi programado para educar e não deseducar.
Por incrível que pareça a pornografia tornou-se banal no meio radiofônico de Fortaleza. O rádio deve ter uma linha de ação norteadora a todos os que têm compromisso com o microfone. Não só o repórter, redator, mas, principalmente o locutor, deve mensurar o que vai expor aos seus ouvintes.
O radialista, seja qual for o seu campo de atuação, tem o dever de cultivar a precisão, a clareza, a objetividade, a seriedade. O que menos se vê em alguns programas de rádio aqui em Fortaleza é a seriedade, e quando se reclama, eles afirmam que o povão gosta.
O jornalista Armando Figueiredo diz que o radialista tem que ter plena noção de que milhões de brasileiros, nas áreas urbanas e rurais, dependem da massa de informações que lhes proporciona o rádio e que tão profundamente influi na sua formação, para criar juízos próprios e, assim, assumir e manter cidadania (qualidade ou estado de cidadão).
Mais do que uma bela voz o locutor tem que exercer a cidadania com ética e educação e esquecer os palavrões e as histórias de mau gosto e a banalização da pornografia. Fortaleza possui uma Associação de Ouvintes de Rádio (Aouvir), exercendo um papel preponderante na qualificação dos grandes programas e na escolha dos bons profissionais do rádio. Aqueles radialistas que se destacam são premiados com um diploma em sessão solene, na casa de Juvenal Galeno. É uma instituição séria composta por pessoas de boa índole, não remunerados, visto que trabalham com amor e dedicação, e com objetivo precípuo de obtermos um rádio de qualidade.
O poder de agressão não faz o gênero do radialista. Recentemente a Associação foi surpreendida por um festival de impropérios desferido por um radialista que trabalha na maior rede de radiodifusão do Ceará. Intrigou-nos o motivo de tais agressões, pois nosso grupo não procura fazer caçada às bruxas nem tem o intuito de perseguição, pelo contrário, nosso objetivo primordial é fazer e colaborar para que tenhamos um rádio de qualidade com profissionais competentes e que se destaquem fora da terrinha.
A informação sem preconceitos e sem ridicularização deve servir e interagir com respaldos jornalísticos no processo de comunicação. Os radialistas despreparados, entretanto estão chegando a limites insuportáveis, pois a bestialidade está se tornando tão banal que compromete não só a classe profissional como o próprio rádio na sua condição de meio de comunicação social.
Caríssimos senhores torcemos por um rádio de qualidade e queremos ver o progresso dos nossos meios de comunicação, mas do jeito que está à tendência é o declínio moral do rádio cearense. Deixamos a missão de moralização do rádio para os grandes radialistas que temos e pelo andar da carruagem iremos chegar à conclusão de que a comunicação radiofônica estacionou e os profissionais do passado faziam um rádio com mais amor e seriedade. A conotação de vendas de horários em estações de rádios vem interferindo negativamente na programação radiofônica.
**Publicado no site www.carosouvintes.com.br
(*) Antonio Paiva Rodrigues é coronel da Polícia Militar do Ceará. Bacharel em Segurança Pública, Gestor de Empresas e Jornalista integra as associações de ouvintes de rádio e Cearense de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas e a Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará. Escreve na Revista Sentinela e nos jornais O Povo e Diário do Nordeste e em vários sites. Considerado o Melhor Escritor nas 500 edições do Jornal do Leitor de O Povo tem trabalhos apresentados na Rede Alcar e na Metodista de São Paulo. Poeta, é também autor de seis livros a serem publicados proximamente.

criado por francisco.djacyr    19:00 — Arquivado em: Sem categoria

14 14UTC junho 14UTC 2008

ANIVERSÁRIO 5 ANOS

FESTA DE CINCO ANOS
ESTAREMOS REALIZANDO NO PRÓXIMO DIA 21 DE JUNHO DE 2008 NA CASA DE CULTURA JUVENAL GALENO – GENERAL SAMPAIO , 1128 – CENTRO NOSSA FESTA DE CINCO ANOS.
GOSTARÍAMOS DE CONTAR COM SUA PRESENÇA NESTE EVENTO.
VOCÊ É NOSSO CONVIDADO ESPECIAL
MAIS INFORMAÇÕES PELO FONE 32936748.

criado por francisco.djacyr    22:41 — Arquivado em: Sem categoria

LIVRO PARA LER E REFLETIR

BEM SOCIAL
Livro aborda direito à liberdade de comunicação

Por FNDC em 10/6/2008

Esfera Pública e Direitos Fundamentais, Estudos sobre a liberdade de comunicação, de Soraia da Rosa Mendes, 128 pp., Editora IFIBE, Passo Fundo, 2008, R$ 36; reproduzido do boletim e-Fórum nº 208, de 6/6/2008, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

A comunicação, mais que um bem social, é também um direito fundamental e humano, que nasce no bojo da própria sociedade e precisa ser garantido para que diversas vozes sejam ouvidas. Para contribuir com a reflexão sobre o assunto, a advogada, especialista em Direitos Humanos e mestre em Ciência Política, Soraia da Rosa Mendes, escreveu o livro Esfera Pública e Direitos Fundamentais, Estudos sobre a liberdade de comunicação. Lançado pela editora IFIBE, faz em suas 128 páginas uma síntese sobre o direito a liberdade de comunicação, como um direito a ter outros direitos.

"A sociedade civil é uma pluralidade de grupos, de formas de opinião e de comunicação pública independentes capaz de, ao mesmo tempo, ser o agente de sua própria transformação". Dentro dessa constatação, e tomando como ponto de partida a radiodifusão comunitária, a autora divide a obra em duas partes. A primeira, aborda questões técnicas e teóricas sobre a questão da liberdade de comunicação e seus meandros no âmbito do Direito e da Ciência Política. A segunda, traz comentários sobre a jurisprudência e sobre a legislação sobre as mesmas.

As rádios comunitárias são exemplos da expressão do direito fundamental da liberdade de comunicação, destaca a autora. Para garanti-lo, na opinião de Soraia, é preciso uma postura efetiva por parte do Estado, garantindo que os indivíduos e os grupos organizados possam exercê-la. "O Estado também tem que ter essa responsabilidade. Os mecanismos de controle precisam ser efetivados e garantido o exercício do poder popular sobre esses mecanismos", expõe. "Isso é que alimenta o Estado como sendo democrático de direito", complementa.

Concentração em poucas mãos

Além das questões relacionadas ao papel do Estado e legislação, Soraia também destaca a questão do monopólio. De acordo com ela, essa é uma das principais questões a serem resolvidas para a efetividade do direito da liberdade de comunicação como um todo. "No campo da radiodifusão comunitária, o que assombra é o quanto os braços desses monopólios conseguem se estender a ponto de colonizar esses espaços legitimamente construídos pela população mais empobrecida, que mais reivindica direitos e que precisa tê-los garantidos", salienta.

É preciso, segundo Soraia, que haja um enfrentamento do poder econômico com aqueles que são os detentores da maior parte dos veículos de comunicação de massa no país; e que os meios de comunicação social não sejam – direta ou indiretamente – objetos de monopólio ou de oligopólio. "A atuação da sociedade civil também é primordial, garante a advogada.

retirado do site www.observatoriodaimprensa.com.br  em 16/06/08

criado por francisco.djacyr    22:37 — Arquivado em: Sem categoria
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