ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

31 31UTC julho 31UTC 2008

LEIA ESTA PÉROLA SOBRE O RADIO….

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Neste post, traremos alguns tópicos do texto de Marcel Leal para a área da informação e da comunicação, modificando, com a permissão do autor do texto, pequenos detalhes para torná-lo mais de acordo com o foco deste blog. Quem sabe agora eu consigo lhe convencer de que o rádio é realmente o veículo de comunicação mais interessante, quando pensado em nível de massas e de usabilidade.

1. As pessoas passam mais tempo ouvindo rádio
O rádio é o veículo que a pessoa mais ouve, em média por 3:45 hs, mas com diversos casos acima de quatro horas diárias. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem for transmitida de forma irreverente, criativa e dinâmica.

2. O rádio tem o triplo de audiência da TV
Durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. E no horário nobre da tv (19 às 22 horas), o rádio atinge mais pessoas do que a tv durante o dia. A tv só tem boa audiência à noite, quando o expediente acaba e as pessoas estão em casa.

3. As pessoas passam mais tempo com o rádio do que com a TV
No rádio o ouvinte não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela mensagem - ele pode estar na cozinha fazendo uma boquinha como é costume dos televisivos, e mesmo assim sua mensagem vai atingi-lo.

4. O rádio chega onde a TV não vai
O rádio é o único veículo que atinge a pessoa em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro a caminho do trabalho, no restaurante na hora do almoço, na lanchonete à tarde, nas lojas do comércio, no happy-hour do barzinho, à noite no encontro com os amigos, na madrugada boêmia, na praia e na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população), ao lado enquanto surfa na Internet. Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, enorme e pronto para receber sua mensagem.

5. O rádio está em 99% das casas, contra 75% da tv
Nem todo mundo assiste tv, mas praticamente todo mundo ouve rádio todos os dias. Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da tv, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.

6. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da tv só três
O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até às 19 horas, mantendo um “horário nobre” de 13 horas contra o pequeno horário nobre da tv, situado entre 19 horas e 22 horas. É quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.

7. O rádio é o veículo de maior credibilidade.
Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja Católica, 7 posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais.

RETIRADO DO BLOG
http://blogddi.com.br/posts/o-radio-como-veiculo-ideal#comment-562

criado por francisco.djacyr    17:32 — Arquivado em: Sem categoria

8 08UTC julho 08UTC 2008

PARA COMENTAR

MÍDIA RADIOFÔNICA
Será que o povão gosta?

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 8/7/2008

O rádio que a maioria do povo gosta certamente não é aquele que agride, que polui com palavrões e pornofonia, porém há uma alegação de alguns proprietários de emissoras (rádio é uma concessão pública) que afirmam categoricamente que o povão gosta da baixaria, das piadas de mau gosto e das agressões que são proferidas por alguns locutores aos pobres, aos pretos ou aos homossexuais e a outras minorias que, não tendo o poder nas mãos, sofrem discriminação, desrespeito e agressão verbal na oratória de alguns locutores que têm conseguido altos índices de audiência e prestígio no rádio cearense. A indagação que surge é se realmente nosso povo gosta deste tipo de informação que prefere deseducar e não traz nenhuma contribuição para melhoria da sociedade.

Nosso povo precisa buscar urgentemente um modelo de organização que cultive a cidadania, o respeito e o bem comum, pois somente alcançaremos uma sociedade melhor no momento em que todos cresçam e se ampliem os direitos da pessoa humana na concretização de um mundo melhor. A comunicação deve ter duas vias – a de quem fala e a de quem ouve. No momento, temos que lutar pela democracia no rádio para que o povo seja ouvido e diga realmente o que quer do rádio e procure desenvolver um modelo de comunicação que alcance o sentido pleno da cidadania participativa e na busca de um mundo justo e igualitário para todos os indivíduos.

Um único objetivo: evitar a mudança

No rádio, é possível que algumas pessoas ainda convivam com programas de baixaria, porém estes não são culpados, pois esse processo é resultante de uma crise cultural que assola nosso país e que não deu a todos a chance de se educarem e promoverem uma consciência que busque investigar as mensagens que geralmente estão escondidas nos jargões e nos bordões que propiciam momentos de agressão verbal no rádio. Vale ressaltar que os poderosos, os que têm dinheiro, jamais são questionados ou desrespeitados em nosso rádio, pois agressão é para os pobres e desvalidos, ou mesmo para aqueles que ousam confrontar o modelo de radialismo que não contempla os verdadeiros interesses da sociedade. A esses é reservada a censura, a proibição e a agressão gratuita, num desrespeito às formas de contestação a que a sociedade tem direito e que precisa dar vazão.

Ouvir rádio também é missão, pois a certeza de que podemos mudar o que vem sendo feito é de que há grupos que têm se organizado para refletir sobre as emissões radiofônicas e dizer que tipo de programação querem que chegue a suas casas e qual é o modelo verdadeiro de radialista que nosso povo precisa nos momentos modernos. O povo quer mensagens edificantes e quer ter oportunidade de dizer o que pensa sem filtragens que satisfazem os poderosos, que utilizam os agentes que estão no microfone para justificar o poder dos ricos e a visão dos que têm nas mãos a máquina que lhes dá poder econômico e faz deles agentes da injustiça social que predomina em nosso país.

A organização dos ouvintes é urgente e já existem vários grupos que têm procurado desenvolver uma ação crítica sobre a programação radiofônica, porém são sufocados pelos interesses da grande mídia, que prefere pessoas despolitizadas e conformadas com a situação que hoje está aí e nos deixa na incerteza quanto ao futuro do rádio em termos de cidadania, ética, participação popular e formação cultural. As atitudes dos que comandam os meios de comunicação cerceando a crítica e o questionamento têm um único objetivo: evitar a mudança que vem das ruas e que faz com que nosso povo saiba o que quer do rádio e das comunicações em geral.

Sem ética nem respeito

Por outro lado, a divulgação do que tem sido feito pelos ouvintes organizados tem pouco espaço na mídia em geral, pois o confronto com o poder não faz parte da índole de alguns jornalistas, que muitas vezes estão mais preocupados com a questão da sobrevivência do que com a melhoria da sociedade. Temos movimentos organizados que questionam a mídia e seu papel diante da população, porém muitos têm sido sufocados pela volúpia do capital e por uma formação que não dá conta do papel social dos que fazem comunicação. É necessário que a liberdade de imprensa não seja apenas discursos e que a comunicação contemple todas as formas de expressão e de organização da sociedade, e não apenas aquelas que são criadas e mantidas por organismos atrelados ao poder vigente. O poder é muito forte e contempla poucos que se aliam oportunamente para ganhar prestígio, fama e, principalmente, dinheiro.

Não podemos aceitar que as comunicações sejam instrumentos apenas para satisfazer os poderosos e deixar o povo à margem de uma programação de qualidade e que preze seus usuários. É preciso lutar para que nossos meios de comunicação divulguem os interesses populares e a voz de um povo que luta, trabalha e quer dignidade para um mundo melhor, mais justo e mais democrático.

É urgente questionar o rádio pornofônico, discriminador e agressivo para com o povo que o busca, pois o rádio-cidadão não é o que o povão gosta, como dizem. Prova disso é que muitos estranham e questionam emissões agressivas e desrespeitosas, porém os canais para essa tarefa são poucos ou quase inexistentes. Ainda há muito o que fazer para educar o povo e sair da idéia de que gostamos do rádio anti-democrático e desrespeitoso. Será que o povão gosta de ser agredido? Será que o povão gosta de ser manobrado, ou será que os canais de questionamentos e de discussão da mídia são negados pelos poderosos da mídia? A certeza é que, se houver oportunidade, certamente o povo falará do rádio que quer e que não é o que vem sendo praticado por alguns que se dizem profissionais e não têm o mínimo de ética e respeito pelo que fazem e pelos que os escutam.

PUBLICADO NO SITE www.observatoriodaimprensa.com.br

criado por francisco.djacyr    17:36 — Arquivado em: Sem categoria

6 06UTC julho 06UTC 2008

MUSEU DO RÁDIO - VAMOS ACREDITAR…

nós da ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO estamos iniciando o projeto de criação do MUSEU DO RÁDIO que procura resgatar a história e ressaltar a importância deste meio de comunicação.
Estamos solicitando apoio no sentido de divulgar nosso propósito e solicitar doações de rádios antigos (em qualquer estado), fotografias, documentos e outros objetos que registrem a história deste meio de comunicação.
Qualquer dúvida ligar para 99799611 ou 87316424 - LUIZ FERNANDO OU DJACYR
Contamos com seu apoio
Para esclarecimentos acessem o site www.aouvir.com.br
Uma abraço e contamos com seu apoio…

criado por francisco.djacyr    8:51 — Arquivado em: Sem categoria

O OUVINTE E A POLÍTICA

Momento Político

    O momento atual é propício para realizarmos algumas investigações críticas e questionarmos o papel da política em nossas vidas. É importante que cada um de nós faça uma retrospectiva de prática política dos que pleiteiam votos neste momento e discuta até que ponto as promessas são verdadeiras ou podem realmente ser cumpridas. É preciso questionar o poder estabelecido e verificar a história dos candidatos para verificar a evolução dos seus discursos no decorrer da vida política e da carreira desempenhada.
     O povo precisa aprender política, precisa discutir, não pode rechaçara a política pois ela está na nossa vida e em nosso cotidiano através das leis, dos projetos e das ações desenvolvidas pelos gestores ou legisladores. A política, embora não seja adequada para nós neste momento faz parte de nossa vida e tem influência direta nas relações que temos. Não é possível mais que sejamos enganados ou traídos, pois conhecemos sim os que pleiteiam cargos e é impossível que implementemos o discurso da ingenuidade no processo político. Não podemos nos dispersar temos que nos unir em prol de um conhecimento crítico do processo político e desempenhar bem nosso papel de cidadãos.
    É claro que o quadro atual faz com que muitos de nós acalentem uma posição de desencantamento e decepção, porém sabemos que é possível mudar e buscar novas alternativas ao Poder , pois este é do povo e em seu nome deve ser exercido. Não devemos acreditar mais nos chavões de sempre que utilizam os problemas imediatos do povo( saúde, educação, moradia e segurança) para expor fórmulas mágicas. O povo merece respeito e quer propostas verdadeiras e exequíveis. Neste momento vale a máxima: dize - me com quem andas e eu te direi quem és…

FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA - PROFESSOR

criado por francisco.djacyr    8:47 — Arquivado em: Sem categoria
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