ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

14 14UTC dezembro 14UTC 2008

PROGRAMA MEMÓRIAS AOUVIR - NOSSO PROGRAMA DE RÁDIO

A ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO TEM SEU PROGRAMA DE RÁDIO - UM ESPAÇO PARA O OUVINTE FALAR E CONHECER SOBRE O RÁDIO ESTE MEIO DE COMUNICAÇÃO QUE FAZ HISTÓRIA

PROGRAMA MEMÓRIAS AOUVIR

    RÁDIO PARREÃO - TODOS OS SÁBADOS

    DAS 14 ÀS 16  HORAS - RÁDIO PARREÃO FM 92.1

se liga e participa tá???

criado por francisco.djacyr    20:09 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Comentário por ANTONIO PAIVA RODRIGUES — 16 16UTC abril 16UTC 2009 @ 20:13

    MUDARAM A DESTINAÇÃO DO RÁDIO

    Nestes tempos paradoxos, em que muito se fala no bem e nas coisas boas, os radialistas e donos de concessão de rádio estão mudando o écran e a finalidade precípua da radiodifusão. É de se lamentar que profissionais da radiofonia ainda não tenham tomado conhecimento do Código de Ética dos Radialistas e sua importância para um bom desempenho na difícil profissão de repassar cultura, conhecimentos, notícias nacionais e internacionais, bem como programa de entretenimento voltado para adultos e crianças. O Código do Radialista está inserido no Decreto n.º 84.134, de 30/10/1979, que regulamenta a Lei n.º 6.615, de 16 de dezembro de 1978. São 36 artigos, e o artigo 23 reza o seguinte: “Art. 23 - A jornada de trabalho dos Radialistas que prestem serviços em condições de insalubridade ou periculosidade poderá ser organizada em turnos, respeitada a duração semanal do trabalho, desde que previamente autorizada pelo Ministério do Trabalho.
    Uma coisa que achamos estranho é que a maioria dos radialistas possui Carteira de Trabalho, registrada no Ministério, mas os concessionários não empregam os profissionais. A única solução para evitar o desemprego é o arrendamento de um horário na maioria das emissoras. Para não passar por privações os radialistas tem que batalhar por publicidades para manter o seu sustento e o que mais intriga e irrita, é que o dono ainda entra na percentagem da publicidade, diminuindo o lucro do profissional. Se analisarmos o Código artigo por artigo esse tipo de atitude não consta no código epigrafado. É lastimável que isto aconteça, pois cai a qualidade dos programas e a audiência das emissoras, pois muitas vezes acontece o desvirtuamento natural da finalidade radiofônica. Já no artigo 28, observamos o seguinte: “Art. 28 - A empresa não poderá obrigar o Radialista, durante o desempenho de suas funções, a fazer uso de uniformes que contenham símbolos, marcas ou qualquer mensagem de caráter publicitário”.
    Quem cumpre estas orientações do código? Quase ninguém. E assim vai vivendo os profissionais de rádio e os ouvintes terão que engolir pornografias, palavras de duplo sentido e de baixo calão. Rever, constantemente, nossa conduta é vigiar-nos sempre, mas, no entanto isso não acontece e a resposta mais cínica é de que o povão gosta. Será que o povão só gosta de pornografias? Ou a apelação tem como respaldo a audiência por meio de processos escusos e fora da ética. Determinada emissora da capital fortalezense conclamava torcedores para um clássico do futebol local, no ar ouvintes se agrediam mutuamente e até ameaças de morte eram transmitidas. Veja até onde chegamos e nos embrenhamos na qualificação de programas culturais, visto que esporte também é cultura. A Associação de Ouvinte de Rádio do Ceará (AOUVIRCE) procurou junto à emissora e o profissional do programa amenizar a situação, mas não conseguindo seu intento teve que entrar com um processo judicial contra o radialista, em nome dos Ouvintes de Rádio do Ceará. A emissora num tom de brutalidade suspendeu a participação dos ouvintes na programação da citada emissora.
    Um dos radialistas da emissora que é advogado disse: que não aceitava censura da AOUVIR e de ninguém, mas a preocupação da associação era a calmaria e que confrontos com mortes fossem evitados. Citou ainda que se o papel da associação fosse este nem deveria ter sido criada ou fundada. A coadunação com programas que incentivam a violência foi formalizada nas palavras do radialista defensor da emissora. Nos artigos 19 e 20 fundamentam que: Art. 19 - Não será permitida a cessão ou promessa de cessão dos direitos de autor e dos que lhes são conexos, de que trata a Lei n° 5.988, de 14 de dezembro de 1973, decorrentes da prestação de serviços profissionais. Parágrafo único - Os direitos autorais e conexos dos profissionais serão devidos em decorrência de cada exibição da obra. Art. 20 - A duração normal do trabalho do Radialista é de: 1 - 5 (cinco) horas para os setores de autoria e de locução; II - 6 (seis) horas/ para os setores de produção, interpretação, dublagem, tratamento e registros sonoros, tratamento e registros visuais, montagem e arquivamento, transmissão de sons e imagens, revelação e copiagem de filmes, artes plásticas e animação de desenhos e objetos e manutenção técnica; III - 7 (sete) horas para os setores de cenografia e caracterização, deduzindo-se deste tempo 20 (vinte) minutos para descanso, sempre que se verificar um esforço contínuo de mais de 3 (três) horas; IV - 8 (oito) horas para os demais setores.
    Parágrafo único - O trabalho prestado além das limitações diárias previstas nos itens acima será considerado extraordinário, aplicando-se-lhe o disposto nos artigos pertinentes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Perguntamos onde encontrar na maioria das emissoras de rádio a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A situação atual da radiofonia cearense é esta, ao invés da educação, da cultura e da ética estão fazendo do rádio um instrumento de divulgação de baboseiras, palavrões e enquetes sem finalidades e sem compromissos com a maioria dos ouvintes. Malbaratando o livre-arbítrio, o radialista se submete à Lei de Causa e Efeito, debatendo-se no cipoal de suas erigidas provações e provocações.

    É triste sabermos que agressões entre profissionais já aconteceram e numa atitude de destrambelho, um acusando o outro no ar, faltando como devido respeito com o público ouvinte. Achamos que os ouvintes devem melhor tratamento com uma programação educativa e que a violência seja banida eternamente do meio radiofônico cearense. Encerrando este assunto citamos o Código em seus artigos 25 - Os textos destinados à memorização, juntamente com o roteiro da gravação ou plano de trabalho, deverão ser entregues ao profissional com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, em relação ao início dos trabalhos. Art. 26 - Nenhum profissional será obrigado a participar de qualquer trabalho que coloque em risco sua integridade física ou moral. Art. 27 - O fornecimento de guarda-roupa e demais recursos indispensáveis ao cumprimento das tarefas contratuais será de responsabilidade do empregador. Vejam como o Código do radialista é bem elaborado e mostras com detalhes as responsabilidades de empregados e empregadores.
    ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

  2. Comentário por Antonio Paiva Rodrigues — 22 22UTC outubro 22UTC 2009 @ 17:28

    O RÁDIO ENCANTA A TODAS AS CAMADAS SOCIAIS

    Independente do credo, raça, cultura, o rádio é um invento que encanta a todos. Transmitir ou emitir sons a qualquer distância pelo espaço é espetacular, é algo fantástico. Podemos enunciar que já estamos acostumados, e o nosso cotidiano já assimilou essas belas nuanças. Quando o rádio transmitiu a voz humana pela primeira vez o mundo se transformou e com ele a humanidade mudou. O Brasil imantou este privilégio, isto é, entrou na era do rádio há mais de 80 anos, precisamente em sete de setembro de 1922. Muito se fala e se comenta sobre a primeira transmissão. Alguns aspectos importantes eram destacados. Aconteceu com um transmissor de 500 watts, da Westinghouse, no alto do Corcovado no Estado do Rio de Janeiro, para 80 recepts. Pode-se afirmar que o primeiro programa de rádio foi o discurso do presidente da república na época, Epitácio Pessoa. É bom que se frise que a instalação de fato aconteceu aos 20 de Abril de 1923 com Roquete Pinto e Henry Morize com a “Rádio Sociedade do Rio de Janeiro”.

    Sua programação era para a elite, não para a massa: com ópera, recitais de poesia, concertos, palestras culturais. O discurso do presidente Epitácio Pessoa aconteceu na praia vermelha, ele falou para centenas de pessoas que o ouviram de longe, com o auxílio de uma espécie de telefone com alto-falante. Naquela época tudo era mais difícil, visto que os receptores eram caros e importados, toda programação tinha uma finalidade cultural, educativa e altruísta, eram cobradas mensalidades para quem tinha os famosos receptores, havia também as doações, pois a carência era enorme e a publicidade ainda não existia. Com esse primeiro estilo de transmissão muitos ouvintes voltaram para casa achando que tudo não passava de um blefe e diziam: voz não viaja ponto final. Vejam a perplexidade que o rádio causou aos primeiros ouvintes. Eram primazia e exclusividade do governo as estações de rádio.

    A programação era toda voltada para a cultura eram prego e martelo batido. As irradiações compostas de óperas, poesias, bem como discursos. Alguém desconfiava que o rádio fosse um invento revolucionário. O rádio começava com o passar do tempo, causar muito interesse, começaram a surgir os pedidos de canais de transmissões ao governo, em consequência aumentaram as transmissões de óperas, poesias e discursos. Um dos pioneiros, o antropólogo e educador Roquette Pinto, transformou sua casa num verdadeiro estúdio. Já nessa ocasião ele todas as manhãs transmitia ou irradiava notícias de jornais e o poema Caçador de esmeraldas, de Olavo Bilac, de quem era admirador. Falava-se que as pessoas mal escovam os dentes e já escutavam a voz rouca de Roquette. Ele falava assim: “Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada do outono, quando a Terra, em sede requeimada, bebera longamente, às da estação…”.

    Roquete com inteligência levava ao ar vozes de personalidades que visitassem o Rio de Janeiro e uma das vozes famosas foi a de Albert Einstein, considerado o pai da física. Ele falou na sua rádio. A moda pegou em quase todo Brasil, alguns modestos heróis da radiofonia transmitiam no mesmo esquema traçado por Roquette Pinto. O rádio era algo especial, a fidalguia estava presente, o tratamento na maioria das vezes era de vossa excelência. Ao fundo (BG) se ouvia o cacarejar de uma galinha ou o coaxar de sapos. Interessante este aspecto. No tempo de Roquette Pinto, os rádios não eram comercializados ou comprados, eles eram chamados de galenas e qualquer pessoa podia confeccionar o seu. Bastava para tanto pegar um caixa de charuto ou outra da mesma forma, introduzindo-a um cristal do metal galena, um regulador de contato improvisado, um indutor, um condensador de sintonia e os fones de ouvido. Quase tudo artesanal.

    Para melhorar a sintonia usava-se uma antena esticada de fio de cobre entre duas árvores ou entre dois bambus, no jardim ou no quintal ou vice-versa. Todas essas nuanças aconteceram no período de 1922 a 1930. Começaram a surgir às canções populares e as óperas, poesias e discursos eram pouco a pouco desprezados. Tudo era planejado apesar das dificuldades e deficiências. – Fulano, beltrano de tal, esse magnífico cantor, de passagem pelos nossos estúdios vai cantar agora o seguinte… ”O rádio apesar das dificuldades tinha uma conotação de respeito que não existe nos dias atuais. Já no período de 1930, muitas empresas estrangeiras começaram a exportar aparelhos de rádios para o Brasil, os mesmos eram de válvulas (os famosos rabo-quente) e daí já poderia se afirmar que nascera a indústria radiofônica.
    Os modestos e simpáticos galenas foram pouco a pouco substituídos pelos rádios de válvulas. O boom foi geral e o rádio começou a se espalhar Brasil afora e já não se falava em óperas, discursos e as poesias. Olavo Bilac estava quase aposentado no rádio. Discursos somente em datas festivas e cada vez mais a música popular tomava conta do rádio. Era o teatro em casa que hoje tomou outra sinonímia, a novela. O que permaneceu ainda por muito tempo foi à leitura de jornais e o tratamento de vossa excelência deu lugar a uma frase bem decente, pois os ouvintes mereciam respeito. –Amigo ouvinte… Outro aspecto começara a brotar e nascer nos intervalos das programações os reclames (os comerciais de hoje), na maioria era xaropes, polvilho para o sovaco (axilas), cálcio para velhos ou idosos, limpa-dentadura e as antigas pomadas para embelezar as moças (os produtos de beleza atuais). Desse período em diante surgia à magia do rádio, da qual falaremos em outra oportunidade.

    ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E AOUVIRCE

Deixe um comentário

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://radiouvintes.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.