ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ-AOUVIR/CE

Blog destinado à todos aqueles que amam o rádio. - Discutir e questionar o Rádio é o dever do Ouvinte……

31 31UTC agosto 31UTC 2008

A MÍDIA

                               Detalhes dos fatos inseridos na mídia

Por * Antonio Paiva Rodrigues • 21/06/08

       Mídia designa de forma genérica todos os meios de comunicação; ou seja, os veículos que são utilizados para a divulgação de conteúdos culturais, informativos, de lazer, de publicidade e de propaganda. 
       A mídia tem o papel de manter a população informada. A população, por outro lado, não deve se colocar como mera receptora passiva daquilo que é veiculado pelos meios de comunicação. Para tanto, é necessário que cada pessoa exercite sua atitude crítica, filtrando as informações recebidas, questionando-as, fazendo um contraponto e buscando, na opinião pública, uma opinião própria, particular, com a qual se identifique e na qual acredite. Porém, o que normalmente ocorre é o oposto.
       A mídia tende distorcer os dados e até mesmo descrevê-los incompletos. O público, de outro lado, acaba por recebê-los como descrição fiel da realidade. Essas nuanças nós, observadores, fazemos com destreza e não aceitamos qualquer simulação ou manobra que venha colocar em xeque a nossa opinião e nosso modo de pensar.
     Alguns midiáticos gostam do sensacionalismo para chamar a atenção dos mais incautos através de seus “furos furados”. E tentam a todo custo angariar mais audiência para seu écran, mais ouvintes para sua emissora e mais jornais vendidos. Na área de drogas isso é bem visível. Há uma tendência a se abordar questões ligadas ao tráfico, à dependência e às drogas ilícitas.
     É claro que estes pontos devem ser discutidos, mas não como únicos e mais importantes, uma vez que o fenômeno das drogas não se resume a isto. Neste caso, é importante que se reveja a dimensão do assunto e a complexidade de fatores nele envolvidos, evitando-se posições unilaterais, bem como formas de abordagem com manchetes e reportagens de cunhos alarmistas e sensacionalistas.
     O uso indevido que a mídia faz dos dados que obtém, revela uma preocupação muito mais voltada para a venda e a audiência dos veículos, do que para o repasse fidedigno das informações. Preferem a violência desenfreada, os descasos das polícias e encobrem irregularidades de determinados doninhos da terra onde a mídia está presente. Podemos chamar de protecionismo com certeza.
http://www.carosouvintes.org.br/blog/?p=377

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31 31UTC julho 31UTC 2008

LEIA ESTA PÉROLA SOBRE O RADIO….

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Neste post, traremos alguns tópicos do texto de Marcel Leal para a área da informação e da comunicação, modificando, com a permissão do autor do texto, pequenos detalhes para torná-lo mais de acordo com o foco deste blog. Quem sabe agora eu consigo lhe convencer de que o rádio é realmente o veículo de comunicação mais interessante, quando pensado em nível de massas e de usabilidade.

1. As pessoas passam mais tempo ouvindo rádio
O rádio é o veículo que a pessoa mais ouve, em média por 3:45 hs, mas com diversos casos acima de quatro horas diárias. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem for transmitida de forma irreverente, criativa e dinâmica.

2. O rádio tem o triplo de audiência da TV
Durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. E no horário nobre da tv (19 às 22 horas), o rádio atinge mais pessoas do que a tv durante o dia. A tv só tem boa audiência à noite, quando o expediente acaba e as pessoas estão em casa.

3. As pessoas passam mais tempo com o rádio do que com a TV
No rádio o ouvinte não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela mensagem - ele pode estar na cozinha fazendo uma boquinha como é costume dos televisivos, e mesmo assim sua mensagem vai atingi-lo.

4. O rádio chega onde a TV não vai
O rádio é o único veículo que atinge a pessoa em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro a caminho do trabalho, no restaurante na hora do almoço, na lanchonete à tarde, nas lojas do comércio, no happy-hour do barzinho, à noite no encontro com os amigos, na madrugada boêmia, na praia e na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população), ao lado enquanto surfa na Internet. Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, enorme e pronto para receber sua mensagem.

5. O rádio está em 99% das casas, contra 75% da tv
Nem todo mundo assiste tv, mas praticamente todo mundo ouve rádio todos os dias. Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da tv, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.

6. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da tv só três
O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até às 19 horas, mantendo um “horário nobre” de 13 horas contra o pequeno horário nobre da tv, situado entre 19 horas e 22 horas. É quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.

7. O rádio é o veículo de maior credibilidade.
Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja Católica, 7 posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais.

RETIRADO DO BLOG
http://blogddi.com.br/posts/o-radio-como-veiculo-ideal#comment-562

criado por francisco.djacyr    17:32 — Arquivado em: Sem categoria

8 08UTC julho 08UTC 2008

PARA COMENTAR

MÍDIA RADIOFÔNICA
Será que o povão gosta?

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 8/7/2008

O rádio que a maioria do povo gosta certamente não é aquele que agride, que polui com palavrões e pornofonia, porém há uma alegação de alguns proprietários de emissoras (rádio é uma concessão pública) que afirmam categoricamente que o povão gosta da baixaria, das piadas de mau gosto e das agressões que são proferidas por alguns locutores aos pobres, aos pretos ou aos homossexuais e a outras minorias que, não tendo o poder nas mãos, sofrem discriminação, desrespeito e agressão verbal na oratória de alguns locutores que têm conseguido altos índices de audiência e prestígio no rádio cearense. A indagação que surge é se realmente nosso povo gosta deste tipo de informação que prefere deseducar e não traz nenhuma contribuição para melhoria da sociedade.

Nosso povo precisa buscar urgentemente um modelo de organização que cultive a cidadania, o respeito e o bem comum, pois somente alcançaremos uma sociedade melhor no momento em que todos cresçam e se ampliem os direitos da pessoa humana na concretização de um mundo melhor. A comunicação deve ter duas vias – a de quem fala e a de quem ouve. No momento, temos que lutar pela democracia no rádio para que o povo seja ouvido e diga realmente o que quer do rádio e procure desenvolver um modelo de comunicação que alcance o sentido pleno da cidadania participativa e na busca de um mundo justo e igualitário para todos os indivíduos.

Um único objetivo: evitar a mudança

No rádio, é possível que algumas pessoas ainda convivam com programas de baixaria, porém estes não são culpados, pois esse processo é resultante de uma crise cultural que assola nosso país e que não deu a todos a chance de se educarem e promoverem uma consciência que busque investigar as mensagens que geralmente estão escondidas nos jargões e nos bordões que propiciam momentos de agressão verbal no rádio. Vale ressaltar que os poderosos, os que têm dinheiro, jamais são questionados ou desrespeitados em nosso rádio, pois agressão é para os pobres e desvalidos, ou mesmo para aqueles que ousam confrontar o modelo de radialismo que não contempla os verdadeiros interesses da sociedade. A esses é reservada a censura, a proibição e a agressão gratuita, num desrespeito às formas de contestação a que a sociedade tem direito e que precisa dar vazão.

Ouvir rádio também é missão, pois a certeza de que podemos mudar o que vem sendo feito é de que há grupos que têm se organizado para refletir sobre as emissões radiofônicas e dizer que tipo de programação querem que chegue a suas casas e qual é o modelo verdadeiro de radialista que nosso povo precisa nos momentos modernos. O povo quer mensagens edificantes e quer ter oportunidade de dizer o que pensa sem filtragens que satisfazem os poderosos, que utilizam os agentes que estão no microfone para justificar o poder dos ricos e a visão dos que têm nas mãos a máquina que lhes dá poder econômico e faz deles agentes da injustiça social que predomina em nosso país.

A organização dos ouvintes é urgente e já existem vários grupos que têm procurado desenvolver uma ação crítica sobre a programação radiofônica, porém são sufocados pelos interesses da grande mídia, que prefere pessoas despolitizadas e conformadas com a situação que hoje está aí e nos deixa na incerteza quanto ao futuro do rádio em termos de cidadania, ética, participação popular e formação cultural. As atitudes dos que comandam os meios de comunicação cerceando a crítica e o questionamento têm um único objetivo: evitar a mudança que vem das ruas e que faz com que nosso povo saiba o que quer do rádio e das comunicações em geral.

Sem ética nem respeito

Por outro lado, a divulgação do que tem sido feito pelos ouvintes organizados tem pouco espaço na mídia em geral, pois o confronto com o poder não faz parte da índole de alguns jornalistas, que muitas vezes estão mais preocupados com a questão da sobrevivência do que com a melhoria da sociedade. Temos movimentos organizados que questionam a mídia e seu papel diante da população, porém muitos têm sido sufocados pela volúpia do capital e por uma formação que não dá conta do papel social dos que fazem comunicação. É necessário que a liberdade de imprensa não seja apenas discursos e que a comunicação contemple todas as formas de expressão e de organização da sociedade, e não apenas aquelas que são criadas e mantidas por organismos atrelados ao poder vigente. O poder é muito forte e contempla poucos que se aliam oportunamente para ganhar prestígio, fama e, principalmente, dinheiro.

Não podemos aceitar que as comunicações sejam instrumentos apenas para satisfazer os poderosos e deixar o povo à margem de uma programação de qualidade e que preze seus usuários. É preciso lutar para que nossos meios de comunicação divulguem os interesses populares e a voz de um povo que luta, trabalha e quer dignidade para um mundo melhor, mais justo e mais democrático.

É urgente questionar o rádio pornofônico, discriminador e agressivo para com o povo que o busca, pois o rádio-cidadão não é o que o povão gosta, como dizem. Prova disso é que muitos estranham e questionam emissões agressivas e desrespeitosas, porém os canais para essa tarefa são poucos ou quase inexistentes. Ainda há muito o que fazer para educar o povo e sair da idéia de que gostamos do rádio anti-democrático e desrespeitoso. Será que o povão gosta de ser agredido? Será que o povão gosta de ser manobrado, ou será que os canais de questionamentos e de discussão da mídia são negados pelos poderosos da mídia? A certeza é que, se houver oportunidade, certamente o povo falará do rádio que quer e que não é o que vem sendo praticado por alguns que se dizem profissionais e não têm o mínimo de ética e respeito pelo que fazem e pelos que os escutam.

PUBLICADO NO SITE www.observatoriodaimprensa.com.br

criado por francisco.djacyr    17:36 — Arquivado em: Sem categoria

6 06UTC julho 06UTC 2008

MUSEU DO RÁDIO - VAMOS ACREDITAR…

nós da ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO estamos iniciando o projeto de criação do MUSEU DO RÁDIO que procura resgatar a história e ressaltar a importância deste meio de comunicação.
Estamos solicitando apoio no sentido de divulgar nosso propósito e solicitar doações de rádios antigos (em qualquer estado), fotografias, documentos e outros objetos que registrem a história deste meio de comunicação.
Qualquer dúvida ligar para 99799611 ou 87316424 - LUIZ FERNANDO OU DJACYR
Contamos com seu apoio
Para esclarecimentos acessem o site www.aouvir.com.br
Uma abraço e contamos com seu apoio…

criado por francisco.djacyr    8:51 — Arquivado em: Sem categoria

O OUVINTE E A POLÍTICA

Momento Político

    O momento atual é propício para realizarmos algumas investigações críticas e questionarmos o papel da política em nossas vidas. É importante que cada um de nós faça uma retrospectiva de prática política dos que pleiteiam votos neste momento e discuta até que ponto as promessas são verdadeiras ou podem realmente ser cumpridas. É preciso questionar o poder estabelecido e verificar a história dos candidatos para verificar a evolução dos seus discursos no decorrer da vida política e da carreira desempenhada.
     O povo precisa aprender política, precisa discutir, não pode rechaçara a política pois ela está na nossa vida e em nosso cotidiano através das leis, dos projetos e das ações desenvolvidas pelos gestores ou legisladores. A política, embora não seja adequada para nós neste momento faz parte de nossa vida e tem influência direta nas relações que temos. Não é possível mais que sejamos enganados ou traídos, pois conhecemos sim os que pleiteiam cargos e é impossível que implementemos o discurso da ingenuidade no processo político. Não podemos nos dispersar temos que nos unir em prol de um conhecimento crítico do processo político e desempenhar bem nosso papel de cidadãos.
    É claro que o quadro atual faz com que muitos de nós acalentem uma posição de desencantamento e decepção, porém sabemos que é possível mudar e buscar novas alternativas ao Poder , pois este é do povo e em seu nome deve ser exercido. Não devemos acreditar mais nos chavões de sempre que utilizam os problemas imediatos do povo( saúde, educação, moradia e segurança) para expor fórmulas mágicas. O povo merece respeito e quer propostas verdadeiras e exequíveis. Neste momento vale a máxima: dize - me com quem andas e eu te direi quem és…

FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA - PROFESSOR

criado por francisco.djacyr    8:47 — Arquivado em: Sem categoria

22 22UTC junho 22UTC 2008

PARA LER E REFLETIR

MÍDIA RADIOFÔNICA

Organizar os ouvintes já!

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 17/6/2008

A luta pelo rádio democrático e completo de valores éticos e morais deve ser perseguida principalmente por aqueles que ouvem rádio todos os dias e têm as suas casas invadidas por mensagens radiofônicas que muitas vezes não podem ser adequadas aos interesses do povo e soam como brincadeiras supostamente divertidas e sem malícia. O problema é o que muitas vezes estão escondidas em tais mensagens desejos de alienação e ocultação do verdadeiro papel do sistema que é alienar o povo e deixá-lo à mercê de interesses políticos e econômicos que não contemplam a maioria.

Organizar os ouvintes em busca de uma programação de qualidade é uma tarefa importantíssima no cenário do rádio moderno, pois precisamos que cada usuário deste meio de comunicação tenha um ouvido crítico que questione programações que não tenham qualidade nem mensagens edificantes e deixam aqueles que busquem o rádio sem opções para mudar o contexto político e econômico de nossa sociedade.

O rádio precisa de engajamento das pessoas que ouvem os diversos programas no sentido de que existam opções por programas que mandem ao povo idéias de cidadania, ética, valorização dos seres humanos, divertimento sério, propostas de crescimento e ajuda mútua entre os que fazem o rádio. Quantas campanhas não foram feitas no rádio e que tiveram sucesso na ajuda das pessoas e na melhoria da vida do povo de maneira geral?

Interesses e mensagens preconceituosas

Os ouvintes devem se organizar sempre na tentativa de melhorar o rádio tanto em termos técnicos como em termos das mensagens emitidas pelos que estão ao microfone e emitem opiniões, dão dicas e passam idéias diversas que chegam ao todos os lares. É preciso que se abram espaços eficazes para que os usuários do rádio tenham a oportunidade de dizer o que querem e o que pensam do rádio que vem sendo feito. O rádio é muito importante e não pode cair em mãos inadequadas para continuar sendo um meio de crescimento do povo e de valorização dos seres humanos.

Os que ouvem rádio precisam se espelhar em exemplos de organização de usuários de comunicação como o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania, Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará e outros grupos que lutam pela democracia da comunicação e valorização dos usuários da mídia.

Os espaços para discussão da comunicação devem ser incentivados, valorizados e incrementados, pois somente organizados é que os usuários da comunicação poderão questionar as mensagens passadas pela mídia e exigir, como consumidores, idéias verdadeiras e informação adequada para todos os níveis sociais e econômicos. Não podemos aceitar que os meios de comunicação continuem a veicular idéias atreladas a interesses e mensagens preconceituosas e deslocadas dos verdadeiros interesses dos que ouvem rádio.

Democracia e cidadania

Quem ouve rádio precisa acreditar na luta pela sua valorização e melhoria e precisa desenvolver novas concepções de um rádio que emita mensagens adequadas aos anseios do povo e de questionamento da ordem estabelecida que nem sempre é voltada para as classes populares.

Organizar-se por um rádio-cidadão é uma idéia que merece fazer parte de todos os grupos de ouvintes em prol de música de qualidade, questionamento do poder público e valorização de mensagens adequadas ao processo de formação ética, cívica e, sobretudo, cidadã de um povo que sempre teve no rádio a oportunidade de crescer, se educar e falar o que sente para todos e por todos.

Acreditar em um rádio que cultive democracia e cidadania só é possível a partir de mecanismos de organização, formação e concretização de grupos que buscam no meio rádio a oportunidade de crescer e promover o crescimento de todos para um mundo melhor, justo e cidadão.

PUBLICADO NO SITE www.observatoriodaimprensa.com.br

 

criado por francisco.djacyr    19:05 — Arquivado em: Sem categoria

LER E COMENTAR

A ética no rádio
Por * Antonio Paiva Rodrigues · 09/06/08

A palavra ética, muito usual nos dias atuais está se esvaindo e cedendo lugar a trasgos de baixarias, palavras de duplo sentido, procedimentos indignos, ou pérfidos, sórdidos e situações decorrentes de radialistas que esqueceram que o rádio foi programado para educar e não deseducar.
Por incrível que pareça a pornografia tornou-se banal no meio radiofônico de Fortaleza. O rádio deve ter uma linha de ação norteadora a todos os que têm compromisso com o microfone. Não só o repórter, redator, mas, principalmente o locutor, deve mensurar o que vai expor aos seus ouvintes.
O radialista, seja qual for o seu campo de atuação, tem o dever de cultivar a precisão, a clareza, a objetividade, a seriedade. O que menos se vê em alguns programas de rádio aqui em Fortaleza é a seriedade, e quando se reclama, eles afirmam que o povão gosta.
O jornalista Armando Figueiredo diz que o radialista tem que ter plena noção de que milhões de brasileiros, nas áreas urbanas e rurais, dependem da massa de informações que lhes proporciona o rádio e que tão profundamente influi na sua formação, para criar juízos próprios e, assim, assumir e manter cidadania (qualidade ou estado de cidadão).
Mais do que uma bela voz o locutor tem que exercer a cidadania com ética e educação e esquecer os palavrões e as histórias de mau gosto e a banalização da pornografia. Fortaleza possui uma Associação de Ouvintes de Rádio (Aouvir), exercendo um papel preponderante na qualificação dos grandes programas e na escolha dos bons profissionais do rádio. Aqueles radialistas que se destacam são premiados com um diploma em sessão solene, na casa de Juvenal Galeno. É uma instituição séria composta por pessoas de boa índole, não remunerados, visto que trabalham com amor e dedicação, e com objetivo precípuo de obtermos um rádio de qualidade.
O poder de agressão não faz o gênero do radialista. Recentemente a Associação foi surpreendida por um festival de impropérios desferido por um radialista que trabalha na maior rede de radiodifusão do Ceará. Intrigou-nos o motivo de tais agressões, pois nosso grupo não procura fazer caçada às bruxas nem tem o intuito de perseguição, pelo contrário, nosso objetivo primordial é fazer e colaborar para que tenhamos um rádio de qualidade com profissionais competentes e que se destaquem fora da terrinha.
A informação sem preconceitos e sem ridicularização deve servir e interagir com respaldos jornalísticos no processo de comunicação. Os radialistas despreparados, entretanto estão chegando a limites insuportáveis, pois a bestialidade está se tornando tão banal que compromete não só a classe profissional como o próprio rádio na sua condição de meio de comunicação social.
Caríssimos senhores torcemos por um rádio de qualidade e queremos ver o progresso dos nossos meios de comunicação, mas do jeito que está à tendência é o declínio moral do rádio cearense. Deixamos a missão de moralização do rádio para os grandes radialistas que temos e pelo andar da carruagem iremos chegar à conclusão de que a comunicação radiofônica estacionou e os profissionais do passado faziam um rádio com mais amor e seriedade. A conotação de vendas de horários em estações de rádios vem interferindo negativamente na programação radiofônica.
**Publicado no site www.carosouvintes.com.br
(*) Antonio Paiva Rodrigues é coronel da Polícia Militar do Ceará. Bacharel em Segurança Pública, Gestor de Empresas e Jornalista integra as associações de ouvintes de rádio e Cearense de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas e a Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará. Escreve na Revista Sentinela e nos jornais O Povo e Diário do Nordeste e em vários sites. Considerado o Melhor Escritor nas 500 edições do Jornal do Leitor de O Povo tem trabalhos apresentados na Rede Alcar e na Metodista de São Paulo. Poeta, é também autor de seis livros a serem publicados proximamente.

criado por francisco.djacyr    19:00 — Arquivado em: Sem categoria

14 14UTC junho 14UTC 2008

ANIVERSÁRIO 5 ANOS

FESTA DE CINCO ANOS
ESTAREMOS REALIZANDO NO PRÓXIMO DIA 21 DE JUNHO DE 2008 NA CASA DE CULTURA JUVENAL GALENO – GENERAL SAMPAIO , 1128 – CENTRO NOSSA FESTA DE CINCO ANOS.
GOSTARÍAMOS DE CONTAR COM SUA PRESENÇA NESTE EVENTO.
VOCÊ É NOSSO CONVIDADO ESPECIAL
MAIS INFORMAÇÕES PELO FONE 32936748.

criado por francisco.djacyr    22:41 — Arquivado em: Sem categoria

LIVRO PARA LER E REFLETIR

BEM SOCIAL
Livro aborda direito à liberdade de comunicação

Por FNDC em 10/6/2008

Esfera Pública e Direitos Fundamentais, Estudos sobre a liberdade de comunicação, de Soraia da Rosa Mendes, 128 pp., Editora IFIBE, Passo Fundo, 2008, R$ 36; reproduzido do boletim e-Fórum nº 208, de 6/6/2008, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

A comunicação, mais que um bem social, é também um direito fundamental e humano, que nasce no bojo da própria sociedade e precisa ser garantido para que diversas vozes sejam ouvidas. Para contribuir com a reflexão sobre o assunto, a advogada, especialista em Direitos Humanos e mestre em Ciência Política, Soraia da Rosa Mendes, escreveu o livro Esfera Pública e Direitos Fundamentais, Estudos sobre a liberdade de comunicação. Lançado pela editora IFIBE, faz em suas 128 páginas uma síntese sobre o direito a liberdade de comunicação, como um direito a ter outros direitos.

"A sociedade civil é uma pluralidade de grupos, de formas de opinião e de comunicação pública independentes capaz de, ao mesmo tempo, ser o agente de sua própria transformação". Dentro dessa constatação, e tomando como ponto de partida a radiodifusão comunitária, a autora divide a obra em duas partes. A primeira, aborda questões técnicas e teóricas sobre a questão da liberdade de comunicação e seus meandros no âmbito do Direito e da Ciência Política. A segunda, traz comentários sobre a jurisprudência e sobre a legislação sobre as mesmas.

As rádios comunitárias são exemplos da expressão do direito fundamental da liberdade de comunicação, destaca a autora. Para garanti-lo, na opinião de Soraia, é preciso uma postura efetiva por parte do Estado, garantindo que os indivíduos e os grupos organizados possam exercê-la. "O Estado também tem que ter essa responsabilidade. Os mecanismos de controle precisam ser efetivados e garantido o exercício do poder popular sobre esses mecanismos", expõe. "Isso é que alimenta o Estado como sendo democrático de direito", complementa.

Concentração em poucas mãos

Além das questões relacionadas ao papel do Estado e legislação, Soraia também destaca a questão do monopólio. De acordo com ela, essa é uma das principais questões a serem resolvidas para a efetividade do direito da liberdade de comunicação como um todo. "No campo da radiodifusão comunitária, o que assombra é o quanto os braços desses monopólios conseguem se estender a ponto de colonizar esses espaços legitimamente construídos pela população mais empobrecida, que mais reivindica direitos e que precisa tê-los garantidos", salienta.

É preciso, segundo Soraia, que haja um enfrentamento do poder econômico com aqueles que são os detentores da maior parte dos veículos de comunicação de massa no país; e que os meios de comunicação social não sejam – direta ou indiretamente – objetos de monopólio ou de oligopólio. "A atuação da sociedade civil também é primordial, garante a advogada.

retirado do site www.observatoriodaimprensa.com.br  em 16/06/08

criado por francisco.djacyr    22:37 — Arquivado em: Sem categoria

13 13UTC maio 13UTC 2008

VEJA ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO ANTERIOR

Luciano Maluly , São Paulo-SP - jornalista/ professor universitário
Enviado em 9/5/2008 às 12:16:49 PM

Compartilho com as idéias democráticas do colega Francisco Djacyr Silva de Souza. Texto fantástico em defesa da abertura dos processos de comunicação. Um abraço do Luciano Maluly Professor de radiojornalismo na Eca/Usp

Rúbia vasques , santos-SP - jornalista
Enviado em 8/5/2008 às 6:54:59 PM

O ouvinte irá exercer seu poder sobre o rádio, quando deixar de consumir determinado produto, que patrocina programas de baixa qualidade. Quando houver esta consciência. Nós é que definiremos a qualidade dos programas que vamos ouvir, e não o bolso do proprietário das emissoras. Está aí a importância da discussão e consciência e crítica da mídia que lemos, assistimos e ouvimos.

Everton Maciel , Pelotas-RS - repórter
Enviado em 7/5/2008 às 11:22:38 PM

Infelizmente a qualidade da rádio no interior do Brasil está cada vez pior. Todo mundo acha alguma coisa, mas ninguém diz nada! Apresentadores mal preparados e, em algum casos, semi-alfabetizados só sentenciam besteiras infundadas nos microfones. Quem perde é o ouvinte que cresceu com o rádio do lado da cama

criado por francisco.djacyr    0:42 — Arquivado em: Sem categoria
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